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Operação do Inea com apoio das polícias Civil e Militar flagrou desmatamento, desvio de rio e venda ilegal de terrenos em plena área de preservação em Duque de Caxias.
A paisagem verde de Xerém, em Duque de Caxias, deu lugar a um cenário de destruição e ilegalidade. Uma operação conjunta do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Polícia Civil e Polícia Militar flagrou um loteamento irregular em plena Área de Proteção Ambiental (APA) do Alto Iguaçu — região que deveria estar preservada por lei.
Os fiscais encontraram uma série de crimes ambientais: árvores derrubadas, encostas cortadas, manilhas instaladas e até um rio desviado para dar lugar à venda clandestina de terrenos. A área, que não possui qualquer licença ambiental, já tinha inclusive uma casa construída.

“Encontramos supressão de vegetação, cortes de talude e indícios claros de loteamento irregular. Tudo sem autorização e com graves impactos ao meio ambiente”, afirmou Renata Tostes, gerente de fiscalização do Inea.
O órgão embargou o local e iniciou a identificação dos responsáveis, que poderão ser multados em até R$ 500 mil e responder por crimes ambientais. Segundo o Inea, a APA do Alto Iguaçu é uma área estratégica, onde nascem cursos d’água fundamentais para o abastecimento da Baixada Fluminense.
O caso expõe o avanço das ocupações ilegais sobre áreas de preservação, um problema recorrente em Duque de Caxias e em outros municípios da Baixada. Cada árvore cortada e cada nascente desviada representam não apenas um crime, mas um risco direto ao equilíbrio ambiental e à segurança das comunidades.
A operação segue em andamento, e novas fiscalizações estão previstas para coibir o comércio irregular de lotes em áreas protegidas. O que se viu em Xerém é um alerta: quando o lucro fala mais alto que a lei, quem paga a conta é o meio ambiente — e toda a população.
Por: Arinos Monge.
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