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Nos anos em que há eleições municipais ou gerais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publica, até 5 de março, o calendário eleitoral, com as principais datas e etapas do processo eleitoral.
Essas datas importam para partidos políticos, federações, futuras candidaturas e para o eleitorado. Há prazos, por exemplo, para obter ou regularizar o título e garantir a participação no pleito de 2026.
Mais do que uma lista de datas, o calendário eleitoral é o mecanismo que organiza prazos, estabelece etapas, define limites e reforça a legitimidade do processo eleitoral.
O documento é elaborado pelo TSE, com base no art. 105 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), e fixa prazos, por exemplo, para:
Sem esses marcos, o processo eleitoral tende ao caos. A previsibilidade é elemento central do Estado Democrático de Direito, e o calendário dá forma, ordem e segurança à disputa política.
Para partidos, federações e pré-candidaturas, o calendário não é só obrigação legal; é ferramenta essencial de organização e estratégia. Ignorar prazos pode levar à perda da chance de disputar a eleição, ao indeferimento do registro de candidatura e até à aplicação de sanções eleitorais.
O conhecimento do calendário ajuda a antecipar etapas e organizar o trabalho, o que reduz surpresas desagradáveis para partidos, federações e candidaturas. Prazos como os das convenções partidárias, do início da propaganda eleitoral e da prestação de contas orientam o planejamento de quem participa diretamente da disputa.
Uma gestão adequada do calendário reduz problemas com a Justiça Eleitoral e permite foco na campanha. Algumas datas já são conhecidas, por exemplo:
O calendário também tem relevância para o cidadão: informa até quando dá para obter ou regularizar o título, quando a eleição ocorre e a partir de que data a propaganda e o pedido de votos ficam autorizados.
Como o processo eleitoral é de interesse público, o calendário também facilita o acompanhamento de registros de candidatura e a fiscalização da prestação de contas, com visão clara das etapas do pleito, além de permitir uma participação social.
O calendário eleitoral não é detalhe burocrático tampouco simples conjunto de datas. É a base que sustenta a legitimidade da eleição, ao indicar prazos e etapas para todos os envolvidos. Respeitar esses prazos é respeitar a democracia e as regras do jogo eleitoral, além de evitar problemas com a Justiça Eleitoral.
Leonardo Santos Martins é mestre e doutor em Direito, com pós-doutorado em Direito Eleitoral pela UERJ, procurador-chefe da Câmara Municipal de Nova Iguaçu e advogado sócio do escritório João Bosco Filho Advogados.
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