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Rio+Saneamento estoura cano na Avenida Brasil e deixa a Zona Oeste na seca: água some, mas a conta chega
É sempre assim. Cano estoura, água acaba e o povo que se vire.
Dessa vez foi na Avenida Brasil, em Santíssimo, onde uma tubulação se rompeu e deixou a Zona Oeste do Rio sem uma gota d’água. A responsável? Rio+Saneamento, mais uma do clube das concessionárias que prometem muito e entregam quase nada.
A lista de bairros atingidos é grande: Bangu, Campo Grande, Santíssimo, Realengo, Vila Kennedy, Padre Miguel, Senador Camará, Jabour, Magalhães Bastos, Campo dos Afonsos, Jardim Sulacap… ou seja, o povão.
A empresa diz que o conserto termina até o fim do dia. Mas a água?
Pode demorar até 72 horas pra voltar.
Na prática, quem mora em lugar alto ou no fim da rede já sabe: vai penar.
E não adianta fingir surpresa.
Isso não é acidente, é rotina.
No Rio é a Rio+Saneamento.
Em outras áreas é a Águas do Rio.
Na Baixada Fluminense, a velha Cedae deixou escola e o problema segue.
Troca o uniforme, muda o CNPJ, mas o resultado é sempre o mesmo: torneira seca, rua quebrada, nota oficial enrolada, e a fatura batendo na porta todo mês, sem falhar
É um talento impressionante: não entregar água nenhuma e ainda cobrar caro por isso. Água virou artigo de luxo, privilégio de quem tem caixa, cisterna e bomba. O resto que lute.
O povo não quer desculpa técnic, nem palavrinha bonita.
Quer água na torneira.
Chega de empurrar problema com a barriga.
Água é direito básico, não favor de concessionária.
Por: Arinos Monge.
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