Apagão em São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Maricá atinge 140 mil casas após incêndio em equipamento da Enel

Subestação de São Gonçalo pega fogo e afeta fornecimento para milhares

Apagão em São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Maricá atinge 140 mil casas após incêndio em equipamento da Enel

Apagão atinge 140 mil imóveis na região metropolitana após incêndio em subestação

Um incêndio em uma subestação de energia elétrica no bairro de Alcântara, em São Gonçalo, provocou um apagão que afetou 140,1 mil imóveis durante a madrugada desta quinta-feira (31). O problema atingiu não apenas São Gonçalo, mas também se estendeu para as cidades vizinhas de Niterói, Itaboraí e Maricá, causando transtornos significativos para os moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro.

O incidente ocorreu por volta das 3h da madrugada, quando agentes do Corpo de Bombeiros foram acionados para combater as chamas que se alastraram pela subestação. Segundo informações preliminares, o fogo teria sido provocado por um problema elétrico que se manifestou após uma pancada de chuva na região, embora a causa exata ainda esteja sendo investigada pela concessionária Enel, responsável pela operação da unidade.

A resposta das equipes de emergência foi rápida e eficiente, com o incêndio sendo controlado em pouco tempo. Paralelamente ao combate às chamas, técnicos da Enel iniciaram imediatamente as manobras remotas na rede elétrica para minimizar o impacto do problema e reduzir o número de clientes afetados pelo apagão.

Recuperação gradual do fornecimento beneficia maioria dos usuários

A concessionária Enel informou que, desde o primeiro momento da ocorrência, suas equipes trabalharam intensivamente para restabelecer o fornecimento de energia. Durante a madrugada, o serviço foi restabelecido para 94% dos clientes afetados, demonstrando a eficiência das operações de emergência implementadas pela empresa. As equipes técnicas continuam atuando nos reparos necessários para normalizar completamente o fornecimento de energia na região.

"Desde o primeiro momento da ocorrência, a distribuidora realizou manobras remotas na rede para reduzir o número de clientes impactados, enquanto técnicos inspecionaram a subestação para identificar o defeito. Durante a madrugada, o serviço foi restabelecido para 94% dos clientes e, no momento, as equipes atuam nos reparos para normalizar o fornecimento", informou a concessionária em comunicado oficial.

O trabalho de recuperação envolveu não apenas o reparo dos equipamentos danificados pelo incêndio, mas também uma série de inspeções detalhadas para garantir a segurança e estabilidade do sistema antes do restabelecimento completo do fornecimento. As manobras remotas permitiram que grande parte dos clientes tivesse a energia restaurada sem a necessidade de aguardar os reparos físicos na subestação.

Histórico de problemas levanta questões sobre manutenção

Este não é o primeiro problema enfrentado pela subestação de Alcântara. Há pouco mais de um ano, no final de 2024, a mesma instalação sofreu uma falha súbita que provocou um apagão similar na região. Na ocasião, o problema originou-se em um transformador operado remotamente que apresentou falhas de manutenção e desarmou, causando interrupção no fornecimento de energia para milhares de clientes.

O incidente anterior teve consequências que se estenderam além do fornecimento de energia elétrica. A Estação de Tratamento de Água (ETA) Laranjal, responsável pelo abastecimento de água em São Gonçalo e Niterói, teve sua operação interrompida devido à falta de energia, demonstrando o efeito cascata que problemas na rede elétrica podem causar em serviços essenciais.

A repetição de problemas na mesma subestação levanta questionamentos sobre a adequação dos procedimentos de manutenção preventiva e a necessidade de investimentos em modernização da infraestrutura elétrica da região. Especialistas do setor elétrico apontam que subestações em áreas metropolitanas densamente povoadas requerem atenção especial devido ao impacto que falhas podem causar na vida de milhares de pessoas.

Impacto regional evidencia vulnerabilidade do sistema

O apagão desta madrugada evidenciou a vulnerabilidade do sistema elétrico regional e a dependência de múltiplas cidades de uma única subestação. O fato de quatro municípios terem sido afetados simultaneamente demonstra a interconexão do sistema elétrico metropolitano e a necessidade de redundâncias que possam minimizar o impacto de falhas pontuais.

A região metropolitana do Rio de Janeiro, que inclui São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Maricá, concentra uma população significativa que depende do fornecimento estável de energia para suas atividades diárias. Hospitais, empresas, residências e serviços públicos foram afetados pelo apagão, gerando transtornos que vão além do simples desconforto doméstico.

A rapidez na recuperação do fornecimento para a maioria dos clientes demonstra que os protocolos de emergência da Enel funcionaram adequadamente. No entanto, o episódio reforça a importância de investimentos contínuos em infraestrutura e manutenção preventiva para evitar a recorrência de problemas similares no futuro.

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Por Ultima Hora em 01/01/2026
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