Até Michelle Bolsonaro vence Lula no Rio, revelando fracasso da esquerda sob comando de Quaquá

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Pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas expõe a fragilidade do PT fluminense e evidencia o declínio da influência da esquerda no estado do Rio de Janeiro, onde até mesmo Michelle Bolsonaro superaria o presidente Lula em um eventual segundo turno.

Direita domina cenário eleitoral fluminense

De acordo com o levantamento realizado entre 19 e 23 de maio, o presidente Lula seria derrotado em um eventual segundo turno tanto por Michelle Bolsonaro quanto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no estado do Rio. Em um confronto direto com Michelle, a ex-primeira-dama conquistaria 46,3% dos votos contra 38,6% do atual presidente. Já em um embate com Bolsonaro, a diferença seria ainda maior: 48,6% para o ex-presidente contra 37,1% para Lula.

O único cenário em que Lula apresenta uma pequena vantagem é contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas ainda assim dentro da margem de erro da pesquisa: 38,7% para o petista contra 37,3% para o governador paulista.

Grupo de Quaquá e a derrocada do PT fluminense

A pesquisa evidencia o fracasso da estratégia política liderada pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que comanda o PT fluminense há mais de uma década. Apesar do longo período no controle do partido, o grupo de Quaquá não conseguiu expandir a presença do PT além de Maricá, fracassando em eleger prefeitos em outras cidades importantes do estado.

Direita domina Rio de Janeiro enquanto PT de Quaquá se concentra em disputas internas

Os números da Paraná Pesquisas refletem a insatisfação do eleitorado fluminense com a gestão Lula, que tem 59,9% de desaprovação no estado, contra apenas 37,3% de aprovação. Esse cenário desfavorável coincide com as críticas internas ao modo como Quaquá tem conduzido o partido no Rio, priorizando interesses pessoais e o fortalecimento de seu reduto eleitoral em detrimento de um projeto mais amplo para o estado.

Disputa interna expõe fragilidades

A 40 dias do Processo de Eleição Direta (PED) do PT, as disputas internas pelo controle dos diretórios municipais, especialmente em São Gonçalo e Duque de Caxias, revelam um partido fragmentado e distante das bases populares. Enquanto Quaquá articula nos bastidores para ampliar seu controle sobre o partido, os resultados eleitorais e as pesquisas de opinião mostram um PT cada vez mais distante do eleitorado fluminense.

A estratégia de Quaquá de utilizar recursos e cargos públicos de Maricá para fortalecer sua posição dentro do partido não tem se traduzido em crescimento eleitoral. Pelo contrário, o PT permanece restrito a poucos municípios, enquanto candidatos alinhados à direita, como Bolsonaro e Michelle, demonstram força crescente no estado.

Cenário preocupante para 2026

Com a aproximação das eleições presidenciais de 2026, os números da pesquisa acendem um alerta vermelho para o PT no Rio de Janeiro, tradicionalmente um estado importante para a esquerda brasileira. A liderança de Jair Bolsonaro nas intenções de voto para o primeiro turno (41,8% contra 31,4% de Lula) e o empate técnico entre Michelle e Lula (33,6% contra 32,8%) mostram que o trabalho de reconstrução do partido no estado está longe de apresentar resultados positivos.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada entre os dias 19 e 23 de maio e entrevistou 1.680 eleitores em 58 municípios fluminenses, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%.

Analise a Pesquisa

No primeiro cenário, com Jair Bolsonaro na disputa, o ex-presidente lidera com 41,8%, contra 31,4% de Lula. Em terceiro aparece Ciro Gomes (PDT), com 9%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 3,8%. Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, foi citado por 1,8% dos entrevistados e está empatado tecnicamente com Ratinho Júnior, segundo a margem de erro. Não sabem ou não responderam representam 5,9%, enquanto 7,9% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos.

Numa eventual disputa de segundo turno, Jair Bolsonaro teria 48,6% e Lula 37,1%. Os que não sabem ou não responderam somam 5,5% e 8,9% dos entrevistados não votariam em nenhum dos dois.

Com Michelle Bolsonaro na disputa, a ex-primeira-dama teria 33,65% contra 32,8% de Lula. Os dois aparecem empatados tecnicamente, se considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,4%. Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes com 11,7%, seguido por Ratinho Júnior, com 4,3% e Ronaldo Caiado, com 2,8. Os dois também estão empatados tecnicamente.

Já em um eventual segundo turno entre Michelle e Lula, a ex-primeira-dama superaria o petista. Ela teria 46,3%, contra 38,6% do atual presidente. Não sabem ou não opinaram seriam 5,7%, enquanto 9,5% dos entrevistados não votariam em nenhum dos dois.

O cenário mais favorável para Lula, segundo a pesquisa, seria contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No primeiro turno, o presidente teria 33,3%, contra 17,8% do republicano. Ciro Gomes, do PDT, aparece em terceiro, mas empatado tecnicamente com Tarcísio, com 15,6% das intenções de voto. Em quarto lugar aparece Ratinho Júnior, com 6,9% e Ronaldo Caiado, com 2,7%. Entre os entrevistados, 7,4% disseram que não sabem ou não opinaram, e 16,3% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos.

Neste cenário, na disputa Lula e Tarcísio aparecem empatados tecnicamente, com uma pequena vantagem para o petista, que teria 38,7% contra 37,3% do governador de São Paulo. Não sabem ou não responderam somam 7%, enquanto 17,1% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada entre os dias 19 e 23 de maio e entrevistou 1680 eleitores em 58 municípios fluminenses. A margem de erro é de 2,4 pontos para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

Com informações Agenda do Poder

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Por Ultima Hora em 28/05/2025
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