Baixada em Foco: quatro cidades, muitos discursos e os velhos problemas de sempre

Baixada em Foco: quatro cidades, muitos discursos e os velhos problemas de sempre

De Queimados a Nilópolis, passando por Japeri e São João de Meriti, a política corre solta, mas a vida real da população continua no aperto.

Na Baixada Fluminense, não importa a direção da bússola: os problemas sempre dão um jeito de aparecer. Em Queimados, o papo é o de sempre — buraco na rua, ônibus lotado e saneamento que parece promessa de novela. A cidade segue patinando naquilo que deveria ser o básico: dar dignidade pra quem mora e trabalha ali.

Pulando pra Japeri, a dor de cabeça veio na torneira. Manutenção na estação de tratamento deixou o povo sem água, mostrando que, quando chove, falta luz; quando faz sol, falta água; e quando promete melhora… falta governo.

Em São João de Meriti, a coisa mistura aplausos e vaias. De um lado, a maternidade nova e os projetos sociais que até merecem destaque. Do outro, a revelação de que os vereadores andam recebendo verbas de gabinete mais gordas que o próprio salário. O povo pega fila em hospital, mas o contracheque dos políticos não atrasa.

Já em Nilópolis, teve festa e presença do governador durante o aniversário da cidade. Foi aquela cena clássica: palanque cheio, tapinha nas costas e promessas embaladas em discursos. Mas o que ficou mesmo foi a velha pergunta: e depois do bolo, o que sobra?

No meio disso tudo, o Tribunal de Justiça do RJ anuncia concurso com vagas espalhadas por várias regiões, inclusive na Baixada. Pra muita gente, essa pode ser a única boa notícia: emprego real, carteira assinada, sem depender de favor político.

No fim das contas, cada cidade carrega sua novela, mas o roteiro não muda muito: falta estrutura, sobra promessa. A população segue esperando a tal “virada de jogo” que os políticos juram estar logo ali na esquina. Até lá, a Baixada segue firme — e resistente — na maratona de sobreviver ao improviso.

Por: Arinos Monge.

Por Ultima Hora em 08/09/2025
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