Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa celebra resistência cultural com desfile na Praça da Bandeira

'O Doce e Amargo Beijo da Noite' homenageia territórios históricos do Rio em cortejo que reúne arte, memória e luta social no dia 6 de fevereiro

Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa celebra resistência cultural com desfile na Praça da Bandeira

O carnaval de rua carioca ganha mais uma manifestação de resistência e celebração cultural com o Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa, que realizará seu desfile no dia 6 de fevereiro de 2026, na Praça da Bandeira.

Com o enredo "O Doce e Amargo Beijo da Noite", o cortejo prestará uma homenagem poética à história, resistência e força cultural de territórios que simbolizam a luta, o afeto, o trabalho e a invenção popular no Rio de Janeiro. A concentração está marcada para as 17h, com saída prevista às 20h, na Rua Sotero dos Reis, nº 66.

Samba-enredo traduz alma da resistência cultural carioca.

O coração musical do desfile será conduzido pelo samba-enredo assinado pelos compositores Gabriel Monteiro, Marcelino Tadeu de Assis, Maurício Martins Soares e Carlinho Biju, que traduziram em música a essência do Carnaval de Rua carioca e a alma dos territórios homenageados.

A composição promete capturar tanto os aspectos doces quanto amargos da vida noturna desses espaços históricos, reconhecendo suas complexidades e contradições sem romantizações superficiais.

A escolha do enredo reflete o compromisso do bloco com a valorização da memória e da cultura popular, destacando territórios que, apesar de marginalizados, sempre foram espaços de criação artística, resistência social e construção de identidades.

O samba-enredo funcionará como narrativa musical que conecta passado e presente, celebrando a continuidade cultural desses espaços emblemáticos da cidade.

Homenagem a lideranças históricas da luta social.

O desfile prestará homenagem especial a Gabriela Leite e Lourdes Barreto, figuras fundamentais na história de luta, organização e resistência dos territórios da Zona do Mangue e Vila Mimosa. Gabriela Leite, reconhecida ativista pelos direitos das trabalhadoras sexuais e fundadora da ONG Davida, dedicou sua vida à luta por dignidade e direitos humanos.

Lourdes Barreto também se destacou como liderança importante nos movimentos sociais da região.

A inclusão dessas homenagens no cortejo carnavalesco representa o reconhecimento de que a festa popular também é espaço de memória e resistência política.

O bloco utiliza a linguagem festiva para manter viva a lembrança de mulheres que lutaram por transformações sociais e direitos fundamentais, conectando celebração cultural com consciência histórica e social.

Apoio institucional garante estrutura e acessibilidade.

A realização do desfile conta com apoio de patrocinadores que possibilitam a estrutura necessária para garantir segurança, organização e a continuidade de um carnaval democrático, gratuito e acessível.

As parcerias estabelecidas asseguram a infraestrutura fundamental para que foliões possam participar com segurança e diversão, mantendo o caráter popular e inclusivo da manifestação cultural.

"Estamos prontos para colocar o Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa na rua, reiterando nosso compromisso com a valorização da cultura popular, da diversidade e da ocupação do espaço público como território de arte, memória e celebração coletiva", afirma a coordenação do bloco.

A declaração evidencia o entendimento de que o carnaval de rua transcende o entretenimento, funcionando como forma de ocupação política do espaço urbano.

Ocupação do espaço público como ato de resistência cultural.

O cortejo na Praça da Bandeira representa mais do que uma festa: constitui um ato de ocupação do espaço público como território de arte, memória e celebração coletiva.

A escolha da Praça da Bandeira como local do desfile conecta simbolicamente diferentes territórios da cidade, criando pontes entre a Zona do Mangue, Vila Mimosa e outros bairros populares do Rio de Janeiro.

A estratégia de ocupação do espaço público através do carnaval de rua reafirma o direito à cidade e à manifestação cultural, especialmente importante em um contexto onde espaços populares enfrentam pressões de gentrificação e especulação imobiliária.

O bloco utiliza a festa como forma de resistência cultural e afirmação identitária.

Celebração da diversidade e cultura popular carioca.

O Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa se posiciona como celebração da diversidade e da cultura popular, reconhecendo a riqueza cultural de territórios frequentemente estigmatizados pela sociedade.

O desfile promove uma narrativa alternativa sobre esses espaços, destacando sua importância na construção da identidade cultural carioca e brasileira.

A proposta do bloco vai além do entretenimento carnavalesco, funcionando como plataforma de visibilidade para comunidades e territórios que historicamente foram marginalizados.

Através da festa, o cortejo reivindica o reconhecimento da contribuição cultural desses espaços para a formação da cultura popular brasileira, especialmente no contexto do carnaval de rua.

Serviço Data: 6 de fevereiro de 2026 Concentração: 17h Desfile: 20h Local: Rua Sotero dos Reis, nº 66, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro Enredo: O Doce e Amargo Beijo da Noite

Por Ultima Hora em 05/02/2026
Aguarde..