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Loiva Chansis ameaça: 'Deputado que votar reforma não volta ao poder'
A coordenadora geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), Loiva Chansis, denunciou em entrevista ao Jornal da República o que classificou como "deforma administrativa" em discussão na Câmara dos Deputados. Durante protesto nas imediações do plenário, a dirigente sindical criticou duramente a proposta e ameaçou com punição eleitoral os parlamentares que votarem a favor da reforma.
Chansis foi categórica ao rejeitar a terminologia oficial, preferindo chamar a proposta de "deforma administrativa". Segundo a dirigente, a reforma representa "destruição e diminuição do serviço público", visando racionalizar investimentos em concursos públicos, saúde e educação para beneficiar grandes empresários e banqueiros. "É uma deforma administrativa para acabar com o serviço público e acabar com o investimento com os novos concursos públicos", declarou a coordenadora.
A Fasubra denunciou também o impedimento de representantes sindicais de acompanhar a sessão do Colégio de Líderes, classificando a medida como "movimento antidemocrático". A exclusão de entidades da classe trabalhadora do debate evidencia, segundo Chansis, a falta de transparência e a tentativa de acelerar a tramitação sem diálogo com os principais afetados. Esta denúncia se soma às críticas de outras entidades sindicais sobre o sigilo que envolve as discussões.
Questionada sobre o combate aos supersalários, bandeira defendida pelo relator Pedro Paulo, a dirigente demonstrou ceticismo quanto aos reais objetivos da reforma. Chansis argumentou que a proposta não inclui as "carreiras típicas do Estado", justamente onde se concentram os supersalários. A coordenadora defendeu que se inicie uma reforma política, criticando deputados que querem aumentar o próprio número e, consequentemente, os gastos públicos.
A dirigente da Fasubra desconstruiu a narrativa de que servidores públicos em geral recebem supersalários, afirmando que estes se concentram em uma minoria específica. "No conjunto dos servidores públicos não somos supersalários", enfatizou Chansis, defendendo que o combate deve focar em quem realmente recebe valores excessivos. Esta posição alinha a federação com outros sindicatos que questionam o uso dos supersalários como justificativa para ataques gerais ao funcionalismo.
A coordenadora estabeleceu paralelo direto entre a proposta atual e a PEC 32, reforma administrativa do governo anterior que foi amplamente rejeitada pela sociedade. Segundo Chansis, a nova proposta "reedita, em novo formato, os ataques contidos na antiga PEC 32", sugerindo que os objetivos permanecem os mesmos apesar da mudança de governo. Esta comparação tem sido recorrente entre dirigentes sindicais para mobilizar resistência.
O momento mais contundente da entrevista ocorreu quando Chansis fez ameaça direta aos parlamentares favoráveis à reforma. "Parlamentar que votar pela reforma administrativa não vai voltar no palácio porque nós vamos fazer a denúncia", declarou a dirigente, sinalizando estratégia de punição eleitoral. A ameaça indica que os sindicatos estão preparando campanha para derrotar politicamente deputados que apoiem a proposta.
A Fasubra representa especificamente os trabalhadores técnico-administrativos das universidades federais, categoria estratégica para o funcionamento do ensino superior público. A mobilização desta federação é particularmente significativa, considerando o papel das universidades federais na formação de quadros e na pesquisa científica nacional. O posicionamento de Chansis reflete preocupações sobre possíveis impactos na qualidade dos serviços educacionais.
A coordenadora enfatizou que a reforma prejudicará não apenas os servidores, mas toda a classe trabalhadora que depende dos serviços públicos. Esta estratégia discursiva busca ampliar o apoio social contra a proposta, conectando os interesses corporativos dos servidores com as necessidades da população em geral. A Fasubra segue mobilizada e promete manter pressão sobre os parlamentares durante toda a tramitação.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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