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Relatório da CPMI do INSS rejeitado em maratona de 16 horas
A CPMI do INSS, instalada para apurar fraudes bilionárias na concessão de benefícios previdenciários, encerrou seus trabalhos sem relatório final aprovado. Na sexta-feira (27), após sessão de quase 16 horas, o texto do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que indiciava mais de 200 pessoas – incluindo figuras ligadas ao governo Lula e ao presidente do Palmeiras –, foi rejeitado por 19 votos a 12. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recusou votar relatório alternativo, consolidando o desfecho criticado como “pizza” por oposicionistas. A investigação, que durou sete meses, expôs irregularidades em desvios estimados em bilhões, mas a contaminação política frustrou aposentados e pensionistas em busca de respostas concretas.
Aposentados lesados e desconfiança generalizada
Milhares de vulneráveis, vítimas de uma quadrilha que desmonta o INSS há anos, ficaram sem nomes e sobrenomes dos responsáveis. O relatório apontava esquemas sofisticados, mas a base governista barrou o avanço, reforçando a percepção de que CPIs servem mais a espetáculos do que a justiça. Defensores parlamentares insistem na ferramenta como complemento a PF e MP, mas décadas de casos semelhantes – de Collor a Lava Jato – alimentam o ceticismo popular. Sem prorrogação autorizada pelo STF, o caso migra para órgãos de controle, enquanto o próximo escândalo ameaça repetir o ciclo.
Federação União Progressista nasce sem nome forte para o Planalto
O TSE aprovou na quinta (26) a Federação União Progressista, aliança entre União Brasil e PP, a maior em filiados, com 101 deputados e 12 senadores. Apesar do tamanho, falta representatividade presidencial: sem candidato competitivo contra Lula, o foco inicial é chapas estaduais. Antonio de Rueda, presidente nacional do União Brasil, afirmou à Coluna que debates sobre 2026 começam só em maio, com convenções. “Agora, montamos palanques”, disse, adiando ambições em um cenário polarizado.
Caiado oficializado pelo PSD e Leite alijado da corrida
Ronaldo Caiado (PSD-GO) foi confirmado pré-candidato presidencial pelo PSD na segunda (30), após pesquisas internas o favorecerem sobre Eduardo Leite (RS). Renunciando hoje (31), o governador goiano promete anistia ampla aos atos de 8 de janeiro e foco em segurança, criticando a PEC federal. Leite, preterido, lamentou a escolha como manutenção da “polarização radicalizada”, negando vice ou Senado. Ratinho Júnior (PR) desistiu antes, abrindo caminho ao goiano.
Renúncias em cascata: Ibaneis e Denarium apostam no Senado
Ibaneis Rocha (MDB-DF) assinou renúncia no sábado (28), passando o cargo à vice Celina Leão (PP), rumo ao Senado em meio ao escândalo do Banco Master. O BRB injetou R 8 bilhões por ativos podres. Oposição cobra impeachment, enquanto Ibaneis se diz “limpo”. Em Roraima, Antonio Denarium (PP) renunciou na sexta (27), confiante no Senado apesar de recurso pendente no TSE por abuso de poder – julgamento paralisado há dois anos. “Deus está do nosso lado”, afirmou, apostando na demora judicial.
O calendário de desincompatibilização, até 4 de abril, acelera o xadrez político rumo às convenções, com polarização intacta e terceiras vias enfraquecidas.
Fontes:
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