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As apurações envolvem o Ministério Público Federal e ganharam novos desdobramentos nesta quinta-feira (19), com a deflagração da Operação Legado. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão contra suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa. Segundo os investigadores, o grupo atuava na movimentação e ocultação de recursos oriundos de atividades ilícitas, utilizando mecanismos típicos de lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital. Ao todo, 199 pessoas foram denunciadas no processo, incluindo o parlamentar. Apesar disso, não há, até o momento, mandado de prisão expedido contra Juninho do Pneu.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a negociação de propriedades rurais que teriam pertencido a Adriano da Nóbrega. Avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões, os imóveis teriam sido vendidos ao deputado, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a legalidade das transações.
Adriano da Nóbrega, ex-capitão do BOPE e apontado como líder do grupo investigado, morreu em 2021 durante uma operação policial na Bahia. Desde então, seu nome permanece no centro de investigações que buscam desarticular estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.
O caso segue em andamento e pode gerar novos desdobramentos nos próximos dias, com reflexos diretos no cenário político da Baixada Fluminense e do estado do Rio de Janeiro.
Nota de Esclarecimento
O deputado federal Juninho do Pneu esclarece que vai constituir advogado para tomar conhecimento do inteiro teor da denúncia. Ele entende que qualquer investigação sobre deputado federal deve ser autorizada pela Procuradoria Geral da República, realizada pelo Ministério Público Federal e, caso vire processo, tramitar no Supremo Tribunal Federal.
No entanto, quem comprou o terreno em Cachoeiras de Macacu foi o pai dele, que tem o mesmo nome. A compra foi pelo valor de mercado, através de um corretor de imóveis que trabalha há décadas na região. Quanto aos vendedores, não eram pessoas que levantassem qualquer suspeita.
O parlamentar não conhece e não tem nem nunca teve nenhuma relação com os criminosos citados. Todas as relações comerciais de Juninho do Pneu são feitas dentro da lei e declaradas à Receita Federal.
Juninho vai tomar todas as providências legais cabíveis para responsabilizar quem está divulgando fatos inverídicos que buscam o atingir politicamente.
Atualizado com nota as 15h.
Por Maicon Salles
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