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Coronel Armando: segurança, infraestrutura e educação como pilares para o desenvolvimento nacional
Em entrevista exclusiva, o deputado federal Coronel Luiz Armando Schroeder Reis (PL-SC), conhecido como Coronel Armando, abordou temas cruciais para o desenvolvimento do país, com ênfase nas peculiaridades de Santa Catarina e nos desafios nacionais em segurança pública, infraestrutura e educação.
Santa Catarina: um modelo diferenciado
Ao falar sobre seu estado, o parlamentar destacou as características que fazem de Santa Catarina uma referência nacional: "Nosso estado é diferenciado, somos o estado mais seguro do Brasil, um estado que tem pleno emprego e uma qualidade de vida muito boa", afirmou.
No entanto, o deputado ressaltou que, como qualquer unidade federativa, Santa Catarina depende do governo federal, principalmente para obras de infraestrutura. "Temos seis portos, temos a rodovia BR-101, 280, 282, 470, rodovias importantes que não dá para fazer com os recursos suficientes do estado", explicou.
Coronel Armando criticou o atual pacto federativo, lembrando que "de cada 100 reais que recolhemos, recebemos em torno de 10 a 15 reais". Segundo ele, essa desproporção dificulta a sustentabilidade financeira do estado.
Defesa Civil e prevenção de desastres
Com experiência como Secretário da Defesa Civil de Santa Catarina durante a maior chuva da história do estado em 2023, o deputado destacou a importância de investir em prevenção: "As ações da Defesa Civil têm que ser muito mais na prevenção, na preparação e na mitigação do que no próprio socorro, como a gente vê a Defesa Civil", alertou.
Durante o encontro com prefeitos catarinenses, o parlamentar aproveitou para orientá-los sobre a importância desse tema, especialmente em um estado que enfrenta desafios climáticos significativos.
O combate ao narcotráfico e à violência
Quando questionado sobre o combate à violência no país, Coronel Armando foi enfático ao apontar o narcotráfico como principal desafio: "Inicialmente, temos que combater o narcotráfico. O combate ao narcotráfico já é, bem dizer, um estado paralelo", afirmou.
O deputado comparou a situação atual com sua experiência como tenente do Exército: "Quando eu era tenente no Exército, somente o Exército tinha fuzis. Hoje você vê as imagens do Rio de Janeiro, todos os traficantes e pessoas, até menores, estão com fuzis, às vezes melhores que nas Forças Armadas."
Para ele, houve uma falha que permitiu a estruturação e o armamento desses grupos criminosos, criando uma dificuldade enorme para retomar o controle em áreas dominadas pelo tráfico, como no Rio de Janeiro.
Críticas ao sistema de justiça e ao controle de armas
O parlamentar criticou o atual sistema de justiça e as políticas de controle de armas: "A parte principal [do problema] é da justiça e de quem está julgando na audiência de custódia, que prende o policial e libera o preso", argumentou.
Sobre o controle de armas, Coronel Armando questionou a eficácia das restrições: "Há uma restrição à gente ter armas, mas todas as armas da criminalidade não são daqueles que cadastram suas armas, são armas de traficantes, de quem compra, de quem vem pelo tráfico."
O deputado também criticou posicionamentos políticos que, segundo ele, dificultam o progresso na área de segurança: "Tem partidos que não nos apoiam nessa mudança, esses partidos aproveitam, no discurso de defesa de direitos humanos, para dificultar o progresso do Brasil."
Santa Catarina como polo tecnológico
Ao comentar sobre o desenvolvimento tecnológico de Santa Catarina, o deputado destacou a diversidade de polos no estado: "Temos diversos polos tecnológicos. Florianópolis é um, mas minha cidade de Joinville, a maior cidade do estado, tem outra parte, e cada uma das regiões tem mais ou menos uma especialidade."
Ele ressaltou a diversidade econômica do estado, que vai da indústria metal-mecânica em Joinville ao têxtil em Jaraguá do Sul e Blumenau, passando pelo turismo e, agora, avançando no campo da tecnologia.
"Santa Catarina tem uma estrutura cultural diferenciada, onde a gente vive querendo a melhoria do nosso estado e não depender tanto do governo federal", afirmou, convidando todos a conhecerem o estado como referência de crescimento "dentro de um Brasil que tem dificuldades na economia".
Críticas à política econômica atual
Ao abordar a situação econômica do país, Coronel Armando comparou as gestões econômicas dos governos anteriores e atual: "A gente tinha no governo anterior Paulo Guedes, uma figura reconhecida, formada com curso no exterior de economia, e hoje a equipe econômica do governo Lula, infelizmente, não tem a qualidade de Paulo Guedes."
O deputado também criticou o aumento de gastos públicos: "Os governos de direita normalmente procuram enxugar os gastos públicos, e já o atual governo aumenta os gastos públicos. O aumento do gasto público vai ser pago pela população e, para aumentar, você tem que aumentar impostos."
Para ele, os atos do governo atual não estão conseguindo "frear o desempenho da economia do Brasil", e o país precisa pensar em atrair investimento externo, o que exige segurança jurídica, segurança pública e infraestrutura adequada.
Exploração de recursos naturais e desenvolvimento sustentável
O parlamentar defendeu a exploração responsável dos recursos naturais brasileiros, mencionando especificamente o caso do petróleo no Amapá: "É uma riqueza que deve ser explorada, claro que preservando a natureza."
Sobre a Amazônia, região que conhece pessoalmente, Coronel Armando argumentou: "Não podemos querer só o desenvolvimento sustentável pegando plantas e aves. Temos a biodiversidade que temos que explorar, e aí temos que investir também em ciência e tecnologia."
Posicionamento sobre o 8 de janeiro e anistia
Questionado sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023 e o julgamento em curso, o deputado expressou sua visão: "Não acredito em tentativa de golpe", afirmando que, para ele, "houve uma infiltração de pessoas de esquerda que fizeram aquela manifestação".
Entre história e política: Coronel Armando analisa os 48 episódios de anistia na trajetória brasileira
Ele defendeu a anistia para os envolvidos, traçando um paralelo histórico com outros episódios de anistia na história brasileira, como a concedida após a Revolução Farroupilha (1835-1845) e a Lei da Anistia de 1979.
"O Brasil, infelizmente, hoje não quer ser pacificado", lamentou, defendendo que "as guerras se encerram com pacificação e nós temos que pacificar o Brasil para poder evoluir".
Educação: foco em resultados e menos ideologia
Como membro da Comissão de Educação, Coronel Armando revelou estar participando da elaboração do novo Plano Nacional de Educação, que vigorará de 2025 a 2035.
"Não falta dinheiro para a educação", afirmou, "falta a gente focar em resultados". Ele criticou o que considera um abandono das disciplinas de ciências exatas: "Enquanto a gente discute, às vezes, sem desmerecer, as áreas sociológicas, filosofia, nós abandonamos a parte que envolve a tecnologia, física, química, matemática, que vão ser aquelas disciplinas que vão formar os nossos cientistas."
O deputado também defendeu a separação entre educação e ideologia: "A gente tem que separar a ideologia da educação. Ideologia não deve fazer parte da educação."
Escândalo do INSS e mensagem final
Ao finalizar a entrevista, Coronel Armando mencionou sua participação em uma audiência com delegados da Polícia Federal sobre o escândalo do INSS, expressando confiança na instituição para investigar o caso.
"O Estado brasileiro foi eficiente em cobrar de todos que trabalham. Você entra no trabalho, teu primeiro contracheque tem um desconto para o INSS. Quando se aposenta, você vai usar esse material. Então, nunca nós fugimos do desconto de INSS, só que o governo não guardou o recurso do aposentado, do trabalhador", criticou.
Como mensagem final, o deputado defendeu a necessidade de "apurar e realmente ir a fundo e prender quem está envolvido em corrupção", o que, segundo ele, "vai dar tranquilidade ao país e justiça para aqueles que foram roubados".
Perfil: Coronel Luiz Armando Schroeder Reis

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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