Deputado Pastor Henrique Vieira defende cultura hip hop e critica lobby antibrasileiro nos EUA

Pastor Henrique Vieira detona: Bolsonaristas prejudicam Brasil com lobby nos EUA

Pastor e parlamentar do PSOL/RJ participa de audiência pública sobre proteção aos artistas periféricos

O deputado federal Henrique Vieira (PSOL/RJ), pastor e defensor dos direitos da periferia, participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para discutir a proteção e promoção da cultura hip hop.

Durante o evento, organizado pela deputada estadual Dani Monteiro, Vieira destacou a importância de combater a criminalização dos artistas periféricos e defendeu maior representatividade da cultura negra nos meios de comunicação. O parlamentar também criticou duramente as manifestações pró-Bolsonaro realizadas nos Estados Unidos, classificando-as como prejudiciais ao Brasil e à democracia brasileira.

Hip hop como expressão legítima da periferia

Henrique Vieira enfatizou que a cultura hip hop nasceu do movimento negro, da periferia e das favelas, representando uma forma autêntica de expressão da consciência social e cidadania. "A cultura hip hop tem a ver com geração de emprego, renda e retrata os dramas e as violências que, infelizmente, existem na nossa sociedade na favela", declarou o deputado.

Segundo ele, existe uma cultura sistemática de perseguição e criminalização desses artistas, o que torna fundamental a realização de audiências públicas para promover um ambiente de segurança e proteção para os profissionais do hip hop. O pastor-deputado ressaltou que esses artistas são "cronistas da favela" que retratam a realidade através de suas vivências, corpo, memória e experiência de vida.

Críticas à grande mídia e ao preconceito estrutural

O parlamentar foi contundente ao criticar a postura da grande mídia em relação aos MCs e artistas do hip hop. "A grande mídia acaba reproduzindo uma lógica elitista, racista e de preconceito com a manifestação negra, popular e periférica", afirmou Vieira.

Ele destacou que, embora os veículos de comunicação saibam se apropriar da cultura hip hop em novelas e filmes, não reconhecem o valor desses profissionais como artistas legítimos da música brasileira. Para o deputado, essa postura revela um preconceito estrutural que impede que os MCs tenham espaço em programas de televisão de grande audiência, perpetuando a marginalização desses artistas apesar de sua relevância cultural e social.

Defesa da arte como alternativa à violência

Pastor Henrique Vieira defendeu veementemente que os artistas do hip hop não podem ser criminalizados por retratarem a realidade das comunidades periféricas. "Você não pode ser criminalizado, você precisa ser compreendido. Muito melhor uma caneta, um papel e uma rima do que um fuzil", declarou o pastor-deputado.

Segundo sua visão, esses artistas utilizam a arte como forma de fugir do drama e da violência, transformando suas experiências em manifestações culturais que contribuem para a conscientização social. O parlamentar ressaltou que, em uma sociedade desigual e injusta que produz violências diariamente, a expressão artística representa uma alternativa construtiva e deve ser valorizada como tal.

Condenação aos atos antidemocráticos nos EUA

Ao ser questionado sobre as manifestações pró-Bolsonaro realizadas nos Estados Unidos, Henrique Vieira expressou profundo lamento e preocupação. O deputado, que participou da CPMI do 8 de janeiro em Brasília, reafirmou que ficou comprovada a tentativa de golpe contra a democracia brasileira.

"Agora que eles estão sendo responsabilizados, gente poderosa, rica, influente, que o pobre, infelizmente, se ferra todo dia, eles se fazem de vítimas e fazem um lobby nos Estados Unidos contra o nosso próprio país", criticou. Vieira alertou que essas ações podem gerar desemprego e prejudicar as famílias brasileiras, demonstrando como setores privilegiados da sociedade tentam escapar da responsabilização através de pressões internacionais que prejudicam o próprio Brasil.

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Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 05/08/2025
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