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O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) manifestou apoio às propostas que tramitam no Congresso Nacional para tipificar facções criminosas como organizações terroristas.
Em entrevista no Salão Verde da Câmara dos Deputados, o parlamentar criticou a resistência de setores da esquerda às medidas de endurecimento penal e defendeu uma reformulação completa do sistema de segurança pública brasileiro.
Durante a conversa, Trovão não poupou críticas ao líder do governo, Lindbergh Farias, e ao Partido dos Trabalhadores, acusando-os de fazer "showzinho" com vítimas de confrontos policiais.
O deputado argumentou que existe uma resistência sistemática ao endurecimento das penas contra criminosos por parte da oposição.
"Bandido tem dois caminhos para ele. Ou ele vai pra cadeia ou ele vai pro caixão. Não existe outro caminho", declarou o parlamentar, defendendo uma postura mais rígida no combate ao crime organizado.
Segundo sua avaliação, o Brasil caminha para uma situação perigosa na área de segurança pública, que demanda medidas urgentes e efetivas.
Deputado defende endurecimento contra crime organizado e critica políticas de segurança pública do Governo Federal
O deputado propôs a realização de megaoperações policiais pelo menos uma vez por semana em todo o território nacional, citando como exemplo as ações realizadas no Rio de Janeiro sob o governo de Cláudio Castro.
Para Trovão, essas operações deveriam se estender especialmente para a região Nordeste, que, segundo ele, concentra altos índices de violência.
Além das operações policiais, o parlamentar defendeu mudanças estruturais no sistema prisional brasileiro. Embora tenha se declarado contra a pena de morte por convicções cristãs, Trovão propôs a implementação da prisão perpétua e a obrigatoriedade do trabalho para detentos.
"Ser presidiário nesse país é muito bom", criticou, argumentando que os presos deveriam ser direcionados para atividades como construção civil e manutenção de infraestrutura.
O deputado sugeriu que presidiários fossem utilizados na reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, sua região de origem.
Para ele, essa seria uma forma de fazer os criminosos contribuírem para a sociedade sem custos para o Estado, transformando o sistema prisional em uma ferramenta produtiva.
Trovão também teceu críticas ao atual modelo de assistência social do governo federal, citando o número de 94 milhões de beneficiários de auxílios diversos.
Segundo sua análise, essa política representa um retrocesso para o desenvolvimento nacional e contribui para manter o país estagnado economicamente.
O parlamentar expressou preocupação com o que considera uma deterioração generalizada dos serviços públicos brasileiros, incluindo saúde, educação e segurança.
Ele criticou especificamente as políticas educacionais atuais, mencionando dificuldades para reprovar estudantes como exemplo da falta de rigor no sistema.
"O Brasil precisa ser um país sério", enfatizou Trovão, argumentando que o país deveria ocupar a terceira posição na economia mundial, mas encontra-se apenas na trigésima colocação.
Para ele, essa situação reflete a ausência de um governo com visão de futuro e comprometimento real com o desenvolvimento nacional.
O deputado demonstrou otimismo em relação às eleições de 2026, expressando esperança de que uma mudança de governo possa reverter o que considera uma "bagunça instaurada no Brasil".
Segundo sua avaliação, o país não suportaria mais quatro anos sob a atual administração, fazendo referência aos governos petistas anteriores.
Durante a entrevista, Trovão enfatizou que suas críticas não se limitam a questões ideológicas, mas focam na efetividade das políticas públicas.
Ele defendeu que qualquer governo eleito, independentemente de orientação política, deve trabalhar genuinamente em favor da população, algo que considera ausente na atual gestão.
A proposta de tipificação de facções como organizações terroristas representa uma das principais bandeiras da base governista no Congresso Nacional.
A medida visa ampliar os instrumentos legais disponíveis para o combate ao crime organizado, permitindo a aplicação de legislação antiterrorismo contra grupos criminosos estruturados.
O debate sobre segurança pública tem ganhado destaque no cenário político nacional, especialmente após o aumento dos índices de violência em diversas regiões do país.
As divergências entre governo e oposição sobre as estratégias mais adequadas para enfrentar a criminalidade refletem visões distintas sobre direitos humanos, efetividade policial e políticas de prevenção.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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