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Terminou sem acordo a reunião realizada na manhã de hoje na sede do Sindicato dos Rodoviários, na Rua Camerino, 66, no Centro, entre a direção da entidade e representantes do Rio Ônibus onde discutiram as reivindicações da categoria para o dissídio dos cerca de 20 mil motoristas, mecânicos, fiscais e demais profissionais que compõem a categoria que acontece no mês de junho.
Entre as principais reivindicações apresentadas, estavam a mudança da data base para 1ºde março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico.
De acordo com Sebastião José, presidente do sindicato, durante o encontro foi colocado pelo presidente da Rio Ônibus, João Gouveia, a impossibilidade de atender plenamente o que deseja o sindicato, já que segundo ele, a prefeitura não está honrando o acordo assinado e está deixando de repassar integralmente os valores combinados.
Diante do impasse, uma nova rodada de negociação foi marcada para o próximo dia 30, desta vez na sede do Rio Ônibus, onde será apresentada uma contraproposta dos empresários.
- As empresas e consórcios afirmam que não existem motoristas qualificados, mas na verdade são as empresas que não querem pagar um salário digno e que corresponda a um profissional que tem a responsabilidade de transportar diariamente milhares de usuários, e que precisa ter a tranquilidade de que ao final do mês receberá um salário correspondente. Não tenho dúvida que se eles, empresários, oferecerem um salário dentro da realidade e condições de trabalho, a fila na porta das garagens será enorme - afirmou Sebastião.
Sebastião afirma ainda que essa falta de respeito pode ser vista e chega ao absurdo, com os profissionais que atuam no BRT e estão há mais de cinco anos com contratos temporários.
Para ele, já passou da hora da prefeitura contratá-los com carteira assinada através da CLT, para que tanto eles quanto seus familiares estejam amparados. Ele lembra que para intensificar e mostrar a importância das reivindicações, a direção do sindicato está percorrendo diariamente as empresas e terminais de ônibus, para conscientizar a categoria, principalmente motoristas do BRT, que continuam sendo submetidos a um contrato temporário de trabalho, o
que vai de encontro a seus direitos trabalhistas.
- Há anos que cobramos da Mobi Rio a contratação legal desses profissionais, mas como não houve nenhum posicionamento da empresa, entramos com uma ação no Ministério Público (MP), e caso não haja resultado positivo, entraremos com uma representação no Ministério Público do Trabalho para que essa situação seja resolvida - explicou.
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