Dr. Dácio Campos, presidente do Conselho Regional de Biomedicina da Primeira Região, revela que evento atual reuniu 6 mil inscritos, consolidando-se como o maior da história da categoria

Biomédico mais antigo em atividade no Brasil celebra crescimento da profissão durante Biomedicine in Rio

O segundo dia do Biomedicine in Rio trouxe reflexões importantes sobre a trajetória e o futuro da biomedicina no Brasil. Em entrevista exclusiva, o Dr. Dácio Campos, presidente do Conselho Regional de Biomedicina da Primeira Região e autodenominado "biomédico mais antigo em atividade no país", compartilhou sua perspectiva única sobre a evolução da profissão.

"Participo desde o primeiro evento da biomedicina que aconteceu na década de 70 lá em Recife, e participei de todos, em especial esses do Rio de Janeiro com o nosso time daqui da seccional do Rio com a Associação Carioca", relatou o experiente profissional, cuja carreira acompanha praticamente toda a história da biomedicina brasileira.

Esta visão histórica privilegiada permite ao Dr. Campos avaliar com propriedade o significativo crescimento da área, especialmente refletido no sucesso sem precedentes do evento atual.

Os números impressionam e demonstram o fortalecimento da categoria. "Nós, há dois anos, promovemos o primeiro Biomedicina em Rio, que já foi um sucesso para a categoria, com cerca de três a quatro mil pessoas. Esse Biomedicina em Rio superou todas as expectativas de todos os biomédicos. Foi o maior evento até hoje do Brasil, com cerca de seis mil inscritos, sendo cerca de 30% profissionais da biomedicina", destacou Dr. Campos, evidenciando o salto quantitativo e qualitativo entre as duas edições.

O evento tem servido como vitrine para demonstrar "tudo que foi a evolução da biomedicina em todas as suas habilitações", conforme explicou o presidente, cumprindo um papel fundamental na divulgação das diversas áreas de atuação destes profissionais para o público especializado e para a sociedade em geral.

Além de celebrar conquistas, o Biomedicine in Rio também se estabelece como plataforma para discussão de pautas estratégicas para a categoria. "Trouxemos nossas últimas bandeiras, que é pela imunização completa, que são contrárias ao curso a distância para a área de saúde, especialmente para a biomedicina, e também lançando aqui a pedra do nosso piso salarial, em contato com todos os nossos sindicatos", revelou Dr. Campos.

Estas discussões evidenciam que, paralelamente ao crescimento numérico e técnico da profissão, há um movimento organizado para garantir melhores condições de trabalho e formação de qualidade para os biomédicos brasileiros, assegurando que o avanço da categoria se traduza em benefícios concretos para seus profissionais e, consequentemente, para a saúde pública.

O olhar já se volta para o futuro, com planos ambiciosos para os próximos encontros da categoria. "Estamos aqui preparados para fazer os nossos próximos eventos." Vai ter o primeiro encontro nacional de biomédicos em Santos, em outubro do ano que vem, e já nos preparando para o terceiro Biomedicina em Rio, que vai ter que ser um nível maior do que está sendo esse aqui", adiantou Dr. Campos. Quando questionado sobre as expectativas para a próxima edição do evento no Rio, foi enfático: "Muito maior."

E com esse investimento que o conselho regional e os conselhos regionais, o federal e as nossas associações estão fazendo para a evolução da área de saúde no Brasil, a tecnologia, as habilitações que deram certo, a gente cada vez mais vem com resoluções que dão condições para que os nossos profissionais se destaquem na área de saúde, preservar a saúde do povo brasileiro e mostrar o valor do biomédico nesse mercado.

Um marco significativo na trajetória da biomedicina brasileira foi a pandemia de COVID-19, que, segundo o Dr. Campos, atuou como catalisador para o reconhecimento da profissão. "Nós somos uma categoria relativamente nova. O nosso conselho é um dos mais novos entre os 14 conselhos da área de saúde. Agora, nós tivemos um impulso na pandemia. A pandemia mostrou o valor da biomedicina, do biomédico, da biomédica no atendimento à população, principalmente porque tivemos biomédicos profissionais envolvidos no descobrimento da vacina e depois na aplicação, na imunização dessa vacina", explicou.

Este momento crítico para a saúde global acabou por evidenciar a importância de diversas especialidades da biomedicina, abrindo portas para maior visibilidade das múltiplas habilitações possíveis na profissão. "Algumas outras habilitações que pareciam norminhas, de repente, chamaram atenção para as escolas formarem profissionais melhores, mais evoluídos", destacou, mencionando ainda o exemplo da imagenologia, que está "num pico altíssimo de rapidez de evolução".

Para Dr. Campos, a versatilidade do biomédico, que pode atuar em mais de 30 habilitações diferentes, combinada com a qualidade da formação, tem sido fundamental para a valorização crescente destes profissionais no mercado de trabalho.

Por Robson Talber @robsontalber entrevista Renata Barbosa @beleza.naotemidade

Por Ultima Hora em 01/06/2025
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