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Dr. Rodrigo Cardoso Ramos: Ex-secretário de Angra dos Reis e Médico gestor com experiência assume direção do Onco Baixada e revela estratégias para atender 12 municípios fluminenses

O Dr. Rodrigo Cardoso Ramos, ex-secretário municipal de Saúde de Angra dos Reis e atual diretor do Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense (Onco Baixada), concedeu entrevista técnica exclusiva durante a inauguração da unidade em Nova Iguaçu. Com vasta experiência em gestão pública de saúde, o médico detalhou aspectos operacionais do primeiro hospital exclusivamente oncológico da rede estadual, que representa marco histórico na saúde fluminense.
"Não é só para Nova Iguaçu, mas sim para toda a Baixada, toda a Metropolitana 1, que compõe Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo. O propósito é diminuir o tempo de permanência desses pacientes oncológicos nas filas", explicou Dr. Rodrigo, demonstrando visão regional abrangente que marca sua gestão.
A experiência prévia como secretário municipal de Saúde de Angra dos Reis qualifica Dr. Rodrigo Cardoso Ramos para liderar um projeto de tamanha complexidade. Sua compreensão sobre gestão pública, articulação intergovernamental e necessidades populacionais em saúde fundamenta as estratégias implementadas no Onco Baixada.
Abrangência regional transforma cenário oncológico
Dr. Rodrigo confirmou que o hospital atenderá 12 municípios da Baixada Fluminense, representando cobertura populacional de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes. Esta abrangência posiciona o Onco Baixada como referência macrorregional para tratamento de câncer, eliminando a necessidade de deslocamentos para a capital.
O diretor destacou o impacto transformador da unidade: "Vamos atender desde tireoide, mama, coloproctologia, ginecologia, dermatologia. Vamos ampliar desde a parte laboratorial, a parte diagnóstica e o tratamento cirúrgico, se Deus quiser, a cura." Esta declaração revela tanto competência técnica quanto sensibilidade humana essencial na oncologia.
Estratégia de implementação gradual garante eficiência
Com experiência em gestão municipal, Dr. Rodrigo adotou estratégia de implementação gradual: "Vamos iniciar em relação à parte ambulatorial nesse primeiro momento. Depois vamos ampliando de acordo com o perfil de cada paciente que aqui atendermos." Esta abordagem permite ajustes operacionais baseados na demanda real.
O hospital iniciará operações em 19 de fevereiro, oferecendo tratamentos para cinco tipos de câncer: mama, tireoide, dermatológico, coloproctológico e ginecológico. A capacidade instalada prevê cinco mil consultas ambulatoriais mensais, 300 cirurgias e 340 internações, números que dimensionam o impacto regional.
Integração inovadora com Rio Imagem Baixada
Dr. Rodrigo destacou a inovação na integração com o Rio Imagem Baixada: "Aqui foi previsto esse hospital para que não trouxéssemos novos equipamentos, evitando duplicidade e aumentando o custo financeiro. Temos ao lado o centro de imagem da Baixada Fluminense, onde faremos uso dos equipamentos de ressonância e tomografia."
Esta estratégia resulta em economia significativa e maior eficiência operacional. O diretor explicou o fluxo integrado: "Esse paciente já vai sair daqui com agendamento desses tipos de exames." A proximidade física entre as unidades elimina deslocamentos desnecessários e agiliza diagnósticos.
Tecnologia de ponta aguarda instalação completa
Sobre infraestrutura tecnológica, Dr. Rodrigo confirmou: "No primeiro momento estamos aguardando a máquina de radioterapia, que está no processo licitatório pelo estado. Vamos iniciar com a quimioterapia e teremos o famoso aparelho PET scan." O PET scan representa tecnologia diagnóstica avançada, fundamental para estadiamento preciso de tumores.
A unidade contará com 24 espaços para quimioterapia (21 poltronas e 3 leitos), quatro leitos de repouso no ambulatório de radioterapia, e serviço de PET scan com quatro boxes de ativação/exames simultâneos. Esta infraestrutura posiciona o Onco Baixada entre os centros oncológicos mais modernos do país.
Equipe multidisciplinar reflete visão humanizada
Dr. Rodrigo detalhou a composição da equipe multidisciplinar: "Conta com enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia. Teremos apoio fundamental não só para os pacientes, mas para suas famílias, com acompanhamento psicológico e psiquiatras, caso seja necessário iniciar medicação para depressão."
Esta abordagem holística reconhece que o câncer afeta não apenas aspectos físicos, mas toda a estrutura emocional e social do paciente e família. O suporte psicológico e psiquiátrico representa diferencial importante no tratamento oncológico, refletindo experiência de Dr. Rodrigo em gestão humanizada.
Sistema de regulação estadual organiza acesso
O acesso ao Onco Baixada seguirá protocolos estabelecidos: "Tudo pelo sistema estadual de regulação. O paciente é atendido na clínica da família, inserido nesse sistema estadual de regulação e direcionado para a unidade", explicou Dr. Rodrigo.
Este sistema garante organização do fluxo de pacientes e equidade no acesso aos serviços, evitando sobrecargas e garantindo que casos mais urgentes recebam prioridade adequada. A experiência municipal de Dr. Rodrigo contribui para implementação eficiente deste fluxo.
Investimento robusto garante sustentabilidade operacional
Questionado sobre custos operacionais, Dr. Rodrigo revelou: "Inicialmente o custo será R$ 30 milhões mensais para a equipe técnica multidisciplinar e equipamentos laboratoriais de imagem." Este investimento será custeado inicialmente pelo estado, com posterior participação do Ministério da Saúde.
O financiamento misto entre estado e União garante sustentabilidade financeira da operação. O reconhecimento federal da importância do projeto resultou em linha de financiamento específica do Ministério da Saúde, conforme declaração do ministro Alexandre Padilha.
Realismo técnico sobre demanda e expectativas
Com transparência técnica, Dr. Rodrigo admitiu: "A princípio tem muita demanda. Não temos como dar previsão de estarmos zerando essa fila." Esta honestidade contrasta com promessas políticas irrealistas e demonstra comprometimento com gestão responsável das expectativas.
A alta demanda reflete tanto a carência histórica de serviços oncológicos na região quanto a qualidade da nova unidade. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam 704.080 casos novos de câncer no Brasil para o triênio 2023-2025, dimensionando o desafio enfrentado.
Infraestrutura hospitalar de excelência internacional
Dr. Rodrigo confirmou a qualidade da infraestrutura: "Não houve economia nos equipamentos. É realmente um hospital de primeira." O hospital conta com 101 leitos distribuídos estrategicamente: 81 de enfermaria, 10 de UTI, 8 leitos de emergência e 2 salas de emergência.
A unidade também disponibiliza 19 consultórios médicos (15 normais e 4 fastpass para urgências), demonstrando planejamento detalhado para diferentes níveis de complexidade e urgência no atendimento oncológico.
Legado de gestão municipal aplicado ao nível estadual
A trajetória de Dr. Rodrigo Cardoso Ramos como ex-secretário de Saúde de Angra dos Reis proporciona experiência valiosa para liderar o Onco Baixada. Sua compreensão sobre desafios municipais, articulação intergovernamental e necessidades populacionais fundamenta as estratégias implementadas.
O diretor reconheceu a importância da articulação política: "Político é muito importante para trazer o investimento, trazer o equipamento." Esta declaração demonstra maturidade sobre a complementaridade entre competência técnica e habilidade política na concretização de projetos públicos.
Perspectivas futuras consolidam referência regional
O Onco Baixada representa mais que um hospital; simboliza transformação do cenário oncológico na Baixada Fluminense. Sob a direção de Dr. Rodrigo Cardoso Ramos, a unidade promete estabelecer novos padrões de excelência no tratamento de câncer, combinando tecnologia de ponta com atendimento humanizado.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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