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Paes surpreende e anuncia aliança com PL de Bolsonaro: "Por amor ao Rio, não ao ex-presidente", Paes parece que quer todos swus adversários em 2024 em seu palanque, de Amorim a Ramagem só esquece que petistas e bolsonaristas não se aceitam.

Prefeito reeleito ignora pressões petistas em uma jogada que pegou aliados e adversários de surpresa, o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou nesta sexta-feira (25) que fará aliança com o Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração aconteceu durante evento de filiação do deputado federal Luciano Vieira ao PSDB, em São João de Meriti, e já repercute nos bastidores políticos como uma das maiores guinadas estratégicas do ano.
"Alguém disse que essas especulações só teriam consequência se a gente fizesse uma dedicatória de amor para fulano ou beltrano. Eu não tenho dúvida de que nós vamos estar juntos, mas por um só amor, Altineu. Por amor ao estado do Rio de Janeiro", declarou Paes, dirigindo-se ao presidente estadual do PL, Altineu Côrtes. A frase, carregada de ironia política, foi uma resposta direta às exigências feitas pelo presidente municipal do PL, Bruno Bonetti.
Como dizia minha avó: "Política é como dança de salão - às vezes você precisa trocar de par para não pisar no próprio pé". E parece que Paes decidiu que era hora de uma nova coreografia! O prefeito, conhecido por sua habilidade em navegar pelas águas turbulentas da política carioca, mais uma vez mostrou que sabe quando é hora de fazer movimentos estratégicos. Afinal, como diz o ditado: "Em política, não existem amigos eternos nem inimigos permanentes, só interesses".
A aliança se for aceita por Bolsonaristas representa uma ruptura significativa com o PT de Lula, que apoiou Paes nas eleições municipais de 2024. Durante toda a campanha, o prefeito contou com o suporte declarado do presidente da República, que inclusive participou de eventos de campanha na capital fluminense. Agora, menos de um ano após a vitória eleitoral, Paes opta por uma estratégia que prioriza a governabilidade estadual em detrimento da fidelidade partidária nacional.
A decisão não aconteceu por acaso. Nas últimas semanas, Bruno Bonetti havia estabelecido uma condição clara para qualquer aproximação: Paes teria que declarar apoio explícito a Jair Bolsonaro. "Lula e Bolsonaro são como água e azeite, eles não se misturam", afirmou Bonetti em vídeo publicado nas redes sociais. O dirigente municipal do PL deixou claro que as decisões do partido seguem orientação direta do ex-presidente e que não haveria espaço para meio-termo.
Mas Paes, com sua característica sagacidade política, encontrou uma saída elegante. Ao declarar que a aliança é "por amor ao Rio de Janeiro", o prefeito conseguiu atender às demandas do PL sem comprometer completamente sua imagem junto aos eleitores de centro-esquerda que o apoiaram. É como aquela piada do político que promete mundos e fundos: "Eu disse que ia estar com vocês, não disse que ia concordar com tudo!".
A estratégia de Paes reflete uma realidade política complexa no estado do Rio de Janeiro. Com o governador Cláudio Castro (PL) consolidado no Palácio Guanabara e uma bancada federal significativa do partido, a aliança com o PL pode facilitar a liberação de recursos estaduais e federais para a capital. O prefeito, experiente em gestão municipal, sabe que projetos estruturantes dependem de articulação política que transcende diferenças ideológicas.
Do lado petista, a reação ainda está sendo calibrada nos bastidores. Fontes próximas ao PT nacional indicam surpresa com a rapidez da guinada de Paes, mas reconhecem que o prefeito sempre manteve autonomia política. "Eduardo sempre foi pragmático, mas essa foi rápida até para os padrões dele, só está mostrando o que sempre foi ...", comentou um dirigente petista sob condição de anonimato.
A aliança também pode ter impactos na dinâmica política nacional. Com Paes se aproximando do PL, o partido de Bolsonaro ganha um importante aliado em uma das principais capitais do país, enquanto o PT perde influência direta na gestão municipal carioca. Para 2026, isso pode significar mudanças significativas no tabuleiro eleitoral fluminense.
Especialistas em política fluminense avaliam que a jogada de Paes é típica de sua trajetória política, marcada por alianças pragmáticas e foco na governabilidade. "Eduardo sempre priorizou a capacidade de governar sobre a pureza ideológica, lembra como era amigo de Cabral'.
A falta de fidelidade ao Lula e Quaquá acontece em um momento delicado para o cenário político nacional, com o país ainda dividido entre bolsonaristas e lulistas. Paes, ao escolher um caminho intermediário focado nos interesses locais, pode estar sinalizando uma nova forma de fazer política que prioriza resultados práticos sobre alinhamentos partidários rígidos.
Nos próximos dias, a expectativa é que tanto PT quanto PL definam suas estratégias diante da nova realidade. O PT precisará decidir se mantém algum tipo de relação com a prefeitura carioca ou se rompe completamente, enquanto o PL deve avaliar como maximizar os benefícios políticos dessa aproximação sem comprometer sua base bolsonarista.
Para os cariocas, resta aguardar se essa nova configuração política resultará em melhorias concretas para a cidade. Como sempre diz o povo: "O que importa não é a cor da bandeira, mas se ela tremula em favor do Rio". E Paes, pelo menos no discurso, deixou claro que sua bússola aponta para os interesses fluminenses.
A aliança possível entre Paes e o PL representa mais do que uma simples articulação política local. Ela simboliza as transformações em curso na política brasileira, onde pragmatismo e governabilidade começam a se sobrepor às divisões ideológicas tradicionais. Se essa estratégia dará certo, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: Eduardo Paes mais uma vez mostrou que em política, como no futebol carioca, o que vale é o resultado final.
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