Exposição sobre Cazuza abre no Rio de Janeiro: tudo sobre a mostra com IA, hologramas e itens originais

Cazuza Exagerado', que está em cartaz no Rio de Janeiro, passeia por todas as fases do ídolo no ano que marca os 40 anos do início de sua carreira solo

Exposição sobre Cazuza abre no Rio de Janeiro: tudo sobre a mostra com IA, hologramas e  itens originais

Desde o dia em que ele nasceu, eu sabia que ia ser exagerado”, diz Lucinha Araújo sobre o filho, Cazuza (1958-1990), que ganha a partir desta quinta (12) a maior exposição sobre sua vida e obra, no terraço do Shopping Leblon.

Num espaço de 1.500 m², dividido em nove salas, a mostra interativa “Cazuza exagerado” reúne 700 itens de seu acervo pessoal — como a roupinha de batismo, a máquina de escrever usada para compor e a camiseta da turnê do primeiro álbum solo —que batiza a mostra e está completando 40 anos — espalhados por ambientes cenográficos de locais que marcaram a carreira do artista. É possível “visitar” o camarim do show

“O tempo não para”, gravado em 1988 no Canecão, e até ouvir os gritos da plateia, ser operador de câmera no estúdio do programa do Chacrinha e sentar-se à mesa da pizzaria que o músico frequentava com amigos — com direito a depoimentos inéditos de nomes como Matogrosso e Frejat. Ney

A mostra ainda usa tecnologia para aumentar a imersão. Um holograma do cantor leva o visitante para dentro do show histórico do Canecão. Em outro ambiente, repleto de fotografias do chão ao teto, imagens animadas por IA cantam trechos de hits como “Brasil” e “Codinome Beija-flor”. Completam a exposição vídeos raros, datiloscritos rasurados de músicas famosas, desenhos da infância, cartas trocadas com familiares e amigos, discos autografados e uma réplica em tamanho real do carro em que o artista deu seus últimos passeios.

A curadoria ficou a cargo do poeta Ramon Nunes Mello, que também organizou dois livros sobre o ídolo, publicados no ano passado. — Cazuza tem uma grandeza não somente por seu talento, mas por sua história de vida, que foi muito efêmera. Lutou para viver, produziu coisas belíssimas, mostrou a sua cara e foi o primeiro artista brasileiro a falar abertamente de HIV e Aids, mesmo com todo o preconceito da época — lembra.

Por Jonas Tavares

Por Ultima Hora em 14/06/2025
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