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Fabiano Leitão, conhecido como 'TromPetista', que interrompeu Bolsonaro com marcha fúnebre no Senado e virou fenômeno nas redes promete que vai tocar novamente para Bolsonaro em sua prisão

O ativista Fabiano Leitão, de 45 anos, transformou seu trompete em arma política ao interromper uma entrevista coletiva com toda imprensa ao vivo do ex-presidente Jair Bolsonaro no Senado Federal.
O músico, conhecido como"TromPetista" nas redes sociais, tocou uma marcha fúnebre enquanto o ex-mandatário falava sobre sua condição de réu na trama golpista, criando um momento que rapidamente viralizou na internet. A ação foi interpretada por apoiadores como um "funeral político" simbólico de Bolsonaro, que enfrenta múltiplas investigações no Supremo Tribunal Federal.
Leitão não é novato em manifestações musicais de cunho político. Durante o governo Bolsonaro, ele percorreu o país participando de atos de oposição e se tornou figura conhecida entre militantes petistas ao realizar serenatas para o presidente Lula durante sua prisão em Curitiba. O trompetista possui 230 mil seguidores no Instagram e ganhou prestígio nacional ao participar da cerimônia de posse do terceiro mandato de Lula, subindo a rampa do Planalto e entoando canções como "Lula Lá" e o hino antifascista "Bella Ciao".

Trajetória de resistência musical
A carreira de ativista musical de Fabiano começou durante os anos de oposição ao governo Bolsonaro, quando ele se especializou em criar trilhas sonoras de protesto. Suas apresentações se tornaram marca registrada em manifestações da esquerda, sempre utilizando o trompete para transmitir mensagens políticas através de melodias conhecidas. Durante a transição de governo, ele ficava em frente ao Centro Cultural do Banco do Brasil, onde a equipe de Lula trabalhava, tocando músicas que marcaram a campanha de 2022.
O músico já havia protagonizado outros episódios de protesto musical direcionados a figuras políticas. Em 2019, ele tocou o tema de "O Poderoso Chefão" para o ministro do STF Luiz Fux, após este suspender investigações contra Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Na mesma ocasião, apresentou "Marcha Soldado" e finalizou com a "Marcha Fúnebre", demonstrando seu repertório político bem estruturado. Também direcionou suas melodias ao então presidente argentino Mauricio Macri durante visita oficial ao Brasil.
Prisão e persistência política
Em 2021, Leitão foi detido ao tentar se manifestar musicalmente durante um desfile militar com tanques em frente ao Palácio do Planalto, na presença de Bolsonaro. Após assinar termo circunstanciado, foi liberado, mas o episódio não o desencorajou de continuar suas atividades de protesto. A prisão, pelo contrário, aumentou sua notoriedade entre os movimentos de esquerda e fortaleceu sua imagem como símbolo de resistência cultural.
Além da música, Leitão tentou ingressar na política institucional nas eleições de 2022, candidatando-se a deputado distrital pela Federação Brasil da Esperança, coligação formada por PT, PC do B e PV. Embora não tenha sido eleito, obteve 4.460 votos e se tornou suplente, demonstrando que sua base de apoio transcende as redes sociais e se materializa em votos reais.
Simbolismo da marcha fúnebre
A escolha da marcha fúnebre para interromper Bolsonaro não foi casual. A melodia, tradicionalmente associada a funerais e momentos de luto, foi interpretada por analistas políticos como uma metáfora para o que Leitão considera a "morte política" do ex-presidente. O timing da ação, realizada justamente quando Bolsonaro comentava sobre sua condição de réu, amplificou o impacto simbólico da manifestação musical.
O episódio gerou reações polarizadas nas redes sociais, com apoiadores de Lula celebrando a criatividade do protesto e bolsonaristas criticando o que consideraram desrespeito institucional. Especialistas em comunicação política destacaram a eficácia da ação em termos de visibilidade, uma vez que o vídeo alcançou milhões de visualizações em poucas horas, transformando Leitão em trending topic nacional.
Impacto nas redes sociais
O perfil "Trom_Petista" de Fabiano Leitão experimentou crescimento exponencial de seguidores após o episódio no Senado. Sua estratégia de combinar ativismo político com performance artística tem se mostrado eficaz para engajar audiências jovens, que consomem conteúdo político através de formatos mais dinâmicos e visuais. O trompetista utiliza suas redes para divulgar agenda de manifestações e compartilhar reflexões sobre conjuntura política nacional.
A repercussão internacional também foi significativa, com veículos de comunicação estrangeiros destacando a originalidade da forma de protesto. O episódio foi comparado a outras manifestações artísticas de resistência política ao redor do mundo, consolidando Leitão como figura representativa do ativismo cultural brasileiro contemporâneo.
Agenda futura e perspectivas
Leitão já anunciou que pretende continuar suas atividades musicais de protesto, especialmente diante do cenário de investigações que envolvem Bolsonaro e aliados. Em entrevista, o trompetista afirmou que considera sua música uma ferramenta de "justiça poética" e que continuará utilizando o instrumento para "dar voz aos sentimentos do povo brasileiro". Sua agenda inclui participação em atos públicos e manifestações programadas para os próximos meses.
A consolidação de Fabiano Leitão como figura pública demonstra como o ativismo político contemporâneo incorpora elementos artísticos e culturais para amplificar mensagens. Seu caso ilustra a capacidade das redes sociais de transformar ações locais em fenômenos nacionais, redefinindo as formas tradicionais de protesto político no Brasil atual.
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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