Faixa Preta de Jesus: Um nocaute no abandono e um abraço na juventude da Baixada

Faixa Preta de Jesus: Um nocaute no abandono e um abraço na juventude da Baixada

Enquanto muita gente promete e some, o Instituto Faixa Preta de Jesus tá há 18 anos firme no tatame, socando a desigualdade com amor, disciplina e oportunidade. Fundado em Nova Iguaçu, o projeto já mudou a vida de centenas de jovens da Baixada com um trabalho que vai muito além do esporte.

Por trás dessa história tá Ricardo Cavalcante — o cara que resolveu, na prática, fazer o que muita autoridade só faz no discurso. Sem grana pública, mas com fé, coragem e uma rede de parceiros, ele levantou um projeto que é exemplo de transformação.

Hoje, mais de 500 crianças e adolescentes passam por lá, aprendem jiu-jitsu, muay thai, boxe, luta olímpica, skate, surf e ainda têm aulas de inglês, informática, além de atendimento com dentista, psicólogo, pediatra e nutricionista. E pra completar o pacote, tem café da manhã, almoço e lanche. Alimentação digna e cuidado de verdade.

Mas o Instituto vai além dos muros. A garotada também conhece o mundo lá fora. Já teve passeio pra praia, visita a pontos turísticos do Rio, e até viagem pra uma das sete maravilhas do mundo: o Cristo Redentor. Muitos pisaram fora de Nova Iguaçu pela primeira vez graças ao projeto. Dá pra ver o brilho nos olhos deles só de lembrar.

E se engana quem acha que é só passeio e treino. O Instituto também prepara pro futuro: tem parceria com empresas pra encaminhar os jovens pro mercado de trabalho, principalmente através do Jovem Aprendiz. Já tem adolescente com carteira assinada graças ao empurrão que recebeu lá.

Os eventos também são parte importante dessa construção. Tem festival de lutas, campeonatos internos, ações solidárias, festa de Natal, Páscoa e até mutirão de saúde pra toda a comunidade. Tudo com o mesmo objetivo: acolher e transformar.

Ricardo Cavalcante segue firme, esperando apenas o aval da prefeitura pra tocar a construção da nova sede, que deve atender até 3 mil jovens por dia. O projeto já tem apoio de nomes como Renzo Gracie e da Arquidiocese, além de empresas e voluntários.

Enquanto muita gente assiste de camarote o sofrimento da juventude.

Por: Arinos Monge.

Por Coluna Arinos Monge em 10/06/2025
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