Filho de Bolsonaro chama prefeita de 'analfabeta funcional' após críticas sobre sua atuação na Câmara

Jair Renan rebate Juliana Pavan após ela sugerir que vereador "precisa ler mais" e buscar capacitação para exercer mandato

Filho de Bolsonaro chama prefeita de 'analfabeta funcional' após críticas sobre sua atuação na Câmara

Como dizia minha avó: "Quem não tem argumento, parte para o ataque pessoal" - e parece que essa máxima se aplica perfeitamente ao mais recente capítulo da novela política de Balneário Camboriú. O vereador Jair Renan (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu que a melhor resposta às críticas sobre sua atuação parlamentar seria chamar a prefeita Juliana Pavan (PSD) de "analfabeta funcional". Porque nada grita "maturidade política" como um insulto bem colocado, não é mesmo?

A confusão começou quando Pavan participou do podcast "Cabeça de Político" e foi questionada sobre sua relação com o jovem vereador. Com a diplomacia de quem já viu muita coisa na política, a prefeita sugeriu que Jair Renan deveria "buscar um pouco mais de capacitação, de conhecimento" antes de se posicionar sobre os projetos. Uma crítica construtiva que, aparentemente, não foi muito bem recebida pelo filho do ex-presidente.

A resposta veio através dos comentários no Instagram, onde Jair Renan não apenas chamou a prefeita de "analfabeta funcional", mas também insinuou que isso seria "ruim de esquerdista". Porque, claro, quando você não tem argumentos sólidos, sempre sobra a velha e boa polarização política para salvar o dia. É como aquele ditado: "Quando o sábio aponta para a lua, o tolo olha para o dedo" - só que neste caso, o tolo está apontando para tudo menos para sua própria atuação.

O histórico recente de Jair Renan na Câmara Municipal ajuda a entender por que a prefeita fez tais observações. O vereador foi o único a votar contra a criação do "Dia da Democracia" em Balneário Camboriú - uma posição que, no mínimo, levanta algumas sobrancelhas. Além disso, também foi voto solitário contra um projeto de lei de autoria da própria prefeita que visa combater o furto de fios no município. A proposta, que une situação e oposição em sua aprovação, busca intensificar a fiscalização e prevenção contra roubos de cabos, fios metálicos, geradores e outros equipamentos urbanos.

Agora, não sou especialista em política municipal, mas quando você é o único voto contrário em projetos que parecem ter consenso até mesmo entre adversários políticos, talvez seja hora de se perguntar se o problema não está no espelho. Como dizem por aí: "Se todo mundo está errado menos você, talvez você seja o errado". Mas hey, quem precisa de autocrítica quando se pode simplesmente atacar quem ousa questionar?

O episódio ilustra perfeitamente o que acontece quando a política vira um reality show e os argumentos são substituídos por ataques pessoais. A prefeita Juliana Pavan, com sua experiência administrativa, sugeriu que o jovem vereador buscasse mais conhecimento - uma recomendação que qualquer político sensato receberia como um conselho construtivo. Afinal, como dizia o sábio: "O conhecimento é a única bagagem que ninguém pode roubar de você".

Mas Jair Renan preferiu o caminho mais fácil: o ataque direto. Chamar alguém de "analfabeta funcional" pode render alguns likes nas redes sociais, mas não resolve os problemas reais da cidade nem melhora a qualidade do debate público. É como tentar apagar um incêndio com gasolina - pode fazer barulho, mas o resultado final não será dos melhores.

A situação também revela como a nova geração de políticos bolsonaristas tem dificuldade para lidar com críticas construtivas. Em vez de usar as observações da prefeita como uma oportunidade de crescimento e aprendizado, Jair Renan optou pela estratégia do "ataque é a melhor defesa". Uma pena, porque a política brasileira já tem ataques pessoais suficientes para várias vidas.

O projeto de lei que motivou parte da polêmica - o combate ao furto de fios - é uma questão séria que afeta diretamente a vida dos cidadãos de Balneário Camboriú. Quando cabos e equipamentos urbanos são roubados, quem sofre é a população, que fica sem iluminação, internet ou outros serviços essenciais. Votar contra uma medida que visa proteger a infraestrutura da cidade exige, no mínimo, uma explicação convincente.

Infelizmente, em vez de explicar seus votos ou defender suas posições com argumentos sólidos, o vereador preferiu partir para o ataque pessoal. É como aquele ditado: "Quando você não consegue atacar a mensagem, ataque o mensageiro". Uma estratégia que pode funcionar no curto prazo, mas que não constrói uma carreira política sólida nem resolve os problemas reais da população.

A resposta de Jair Renan também mostra como alguns políticos ainda não entenderam que as redes sociais não são um vale-tudo onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências. Chamar uma prefeita eleita democraticamente de "analfabeta funcional" pode parecer uma resposta esperta na hora, mas revela mais sobre quem fala do que sobre quem é atacado. Como dizem: "As palavras voam, mas os prints ficam para sempre".

Por Ultima Hora em 17/10/2025
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