Marcelo Siqueira transforma tradicional bala de coco em iguaria gourmet com mais de 20 recheios artesanais

Empreendedor carioca faz sucesso na Bienal do Livro 2025 com doces totalmente artesanais que esgotam diariamente antes das 10h da manhã

Jornal da República e Última Hora Online direto da Bienal do Livro 2025, onde, além das palavras, sabores também contam histórias. Entre estantes de livros e sessões de autógrafos, um estande no final da rua S do pavilhão 4 tem atraído multidões e esgotado seu estoque diariamente antes mesmo das 10h da manhã.

O responsável por esse fenômeno é Marcelo Siqueira, criador de uma iguaria que está revolucionando um clássico da doçaria brasileira: a bala de coco recheada artesanalmente. "Não é só uma bala de coco, é a bala de coco recheada artesanalmente", faz questão de enfatizar o empreendedor, que há mais de duas décadas vem aperfeiçoando sua receita e conquistando paladares exigentes em todo o Rio de Janeiro.

O que começou como uma releitura de um doce tradicional tornou-se um negócio de sucesso que une tradição e inovação.
Com mais de 20 sabores diferentes de recheios, Siqueira transformou a simples bala de coco em uma experiência gastronômica sofisticada.

"São mais de 20 sabores recheados." a gente tem recheada com Nutella, nozes, damasco, cereja, milho-verde, café, nozes", enumera o empreendedor, revelando apenas alguns dos sabores de seu extenso catálogo. O diferencial, segundo ele, está não apenas na variedade, mas principalmente no processo de fabricação.

"Ela é totalmente artesanal, ela é feita à mão, ela não tem máquina no processo dela." Não é aquela bala dura industrializada que a gente vê por aí nos mercados, em alguns atacadões, explica Siqueira, destacando o cuidado artesanal que distingue seu produto no mercado de doces, cada vez mais dominado por produções em larga escala com aditivos e conservantes.

O sucesso das balas na Bienal do Livro 2025 comprova que há um público crescente interessado em produtos artesanais com história e personalidade. "Está um sucesso, o nosso estoque de ontem zerou e hoje eu acho que não chega até 10 horas, graças a Deus", comemora o empreendedor.

A presença de um produto gastronômico em um evento tradicionalmente voltado para livros pode parecer inusitada à primeira vista, mas faz sentido no contexto atual de valorização de experiências completas e multissensoriais. Assim como um bom livro, uma bala artesanal conta histórias e desperta memórias afetivas, criando uma conexão emocional com quem a degusta.

Esta intersecção entre gastronomia e cultura tem sido uma tendência crescente em feiras e eventos literários ao redor do mundo.
As balas são produzidas na Zona Oeste do Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro de Sulacap, onde Siqueira mantém sua produção artesanal. A escolha por manter o processo manual, apesar do crescimento da demanda, reflete uma filosofia de negócio que prioriza qualidade e autenticidade em detrimento da produção em massa.

Cada bala é cuidadosamente enrolada à mão, garantindo textura e consistência impossíveis de serem alcançadas em processos industriais. Esta dedicação ao artesanal também permite maior controle sobre a qualidade dos ingredientes utilizados e a possibilidade de experimentação constante com novos sabores e combinações, mantendo o produto sempre atual e surpreendente para os consumidores fiéis e para aqueles que o descobrem pela primeira vez.

Para quem ficou curioso, mas não conseguiu adquirir as balas na Bienal devido ao rápido esgotamento do estoque, Siqueira disponibiliza o perfil @clarasbalas nas redes sociais, onde é possível conhecer mais sobre o produto e formas de adquiri-lo.

Além disso, o empreendedor oferece degustação gratuita em seu estande na Bienal, permitindo que os visitantes experimentem os diversos sabores antes de fazer sua escolha. "Só visitar a gente aqui, degustar as balinhas que é um sucesso, tem degustação gratuita", convida Siqueira, demonstrando confiança na qualidade de seu produto e apostando na experiência de degustação como principal estratégia de marketing – afinal, como dizem os antigos comerciantes, "quem prova, leva".
Doçura entre páginas: um contraste bem-vindo.

Por Robson Talber @robsontalber repórter Miguel Lemos @djportugues

 

 

Por Ultima Hora em 18/06/2025
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