Mariano explica como o Cercamento digital da Cidade Segura está revolucionando a segurança em municípios brasileiros

Tecnologia de ponta: Projeto Cidade Segura transforma segurança pública municipal com inteligência artificial

Em entrevista exclusiva, representante da iniciativa explica como câmeras inteligentes e cercamento digital estão reduzindo drasticamente índices de criminalidade em municípios brasileiros.

Inovação em segurança pública municipal

A 26ª Marcha dos Prefeitos foi palco de apresentação de soluções inovadoras para os desafios enfrentados pelos municípios brasileiros. Entre as iniciativas que chamaram atenção, o projeto Cidade Segura destacou-se como uma alternativa tecnológica para enfrentar um dos principais problemas apontados em pesquisas de opinião: a segurança pública.

Em entrevista ao Jornal da República, Mariano, representante do Cidade Segura, detalhou como o sistema de monitoramento inteligente tem transformado a realidade de municípios de diferentes portes em todo o país. "O projeto Cidade Segura visa colocar câmeras com inteligência artificial fazendo detecção de veículos através de leitura de placas, detecção facial, tudo integrado ao banco de dados das Secretarias de Segurança Pública dos Estados", explicou.

Cercamento digital: tecnologia que previne crimes

O diferencial do sistema está no conceito de "cercamento digital", que permite o monitoramento completo dos acessos ao município. "Não entra e não sai mais ninguém do município sem que haja uma identificação, principalmente naqueles em que já há uma notificação em algum banco de dados da Polícia Federal, da Polícia Militar ou Polícia Civil dos estados", destacou Mariano.

A tecnologia elimina a necessidade de perseguições policiais tradicionais, otimizando o trabalho das forças de segurança. "Aquelas corridas malucas com um monte de carro atrás do cara, isso com a câmera é evitado porque é usado a inteligência. Já vai na hora certa, no lugar certo, e prende o bandido", afirmou o representante.

Como funciona a tecnologia

O sistema utiliza câmeras equipadas com analíticos - processamento de inteligência artificial que gera notificações automáticas. "Nosso sistema faz a interpretação, gera os dados estatísticos, e você tem as ferramentas para planejamento das ações de segurança do município e também para fazer elucidação dos crimes que porventura já tenham acontecido", detalhou Mariano.

A integração com bancos de dados oficiais é feita através de convênios entre os municípios e os órgãos de segurança pública. "Através de uma integração via API, a gente começa a gerar essa notificação diretamente pro gestor municipal da segurança pública e pros órgãos de segurança pública do município", explicou.

O sistema de reconhecimento facial também possui níveis de segurança ajustáveis para evitar falsos positivos. "Existe um nível de semelhança mínimo tolerado para você poder dizer de fato se aquela pessoa é ou não aquela pessoa que está configurada no banco de dados", esclareceu.

Resultados comprovados

O representante citou o caso do município de Colombo, no Paraná, como exemplo de sucesso da implementação do sistema. "É um município de 200 mil habitantes onde eles tinham um nível altíssimo do índice de criminalidade. Em um ano, conseguiram baixar para o sexto mais seguro do estado do Paraná", revelou Mariano, destacando que os dados estão disponíveis publicamente no portal do município.

A tecnologia permite multiplicar a presença do Estado em áreas onde as forças policiais não conseguem estar fisicamente. "A gente não consegue ter os agentes de segurança pública em todos os pontos, mas com a câmera você consegue gerar de forma exponencial essa presença do Estado onde a força policial não consegue estar", explicou.

Custo-benefício e manutenção

Questionado sobre o custo de implementação, Mariano foi enfático ao afirmar que o investimento é baixo considerando o retorno. "Não é um investimento caro dado o tamanho do retorno. Quando a gente fala de segurança pública hoje, são os três pilares: segurança, saúde e educação. Segurança, em muitos lugares, é o principal pilar", destacou.

O projeto trabalha com um modelo de comodato, onde toda a responsabilidade pela manutenção, instalação, suporte técnico e treinamento fica por conta da empresa. "Se houver algum vandalismo de alguma câmera, infelizmente esse ônus vai ficar por nossa conta. Nós somos obrigados a ir lá, substituir e colocar um equipamento novo", garantiu, acrescentando que o sistema prevê câmeras que monitoram outras câmeras para identificar possíveis agressores.

Democratização da segurança

Um dos aspectos mais importantes destacados na entrevista foi a capacidade do projeto de atender municípios de diferentes portes. "A gente tem visto uma migração da violência dos grandes centros para as cidades menores. Temos dentro do nosso projeto cidades de 2 mil habitantes até 220 mil habitantes", revelou Mariano.

O representante encerrou a entrevista destacando a capacidade do sistema de levar tecnologia de ponta a localidades remotas. "A gente conseguiu democratizar esse sistema justamente por essa aplicação da tecnologia, fazendo ela chegar lá nos lugares mais longínquos, como estados do Amazonas, onde só se chega de barco, tem que passar balsa. A gente consegue levar tecnologia lá nesses rincões do Brasil", concluiu.

Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 04/06/2025
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