Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
O ex-ator do SBT e influenciador Metturo publicou uma homenagem nas redes sociais ao primo Erick Barreto, artista transformista natural de Garanhuns (PE), que ficou conhecido por interpretar Carmen Miranda nos palcos e no cinema. Erick morreu em 1996, aos 33 anos, vítima de complicações relacionadas à AIDS.
Mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente, Metturo afirmou sentir uma conexão profunda com o primo. Ambos nasceram na mesma cidade e estudaram na mesma escola da rede pública local.
“Erick e eu não nos conhecemos, mas sempre senti a presença dele na minha história. Estudamos na mesma escola, e os professores ainda falam dele com carinho. Eu segui o caminho da arte como ele, talvez influenciado por esse legado invisível, mas muito presente”, escreveu Metturo.

Quem foi Erick Barreto
Nascido em 29 de junho de 1962, Erick Barreto começou a vida profissional como gerente de banco, mas ganhou projeção nacional nos anos 1980 e 1990 como artista transformista. Ele se destacou principalmente por suas performances como Carmen Miranda em shows e desfiles de carnaval. Também interpretou figuras como Elis Regina, Clara Nunes, Cazuza, Elba Ramalho e Liza Minnelli.
Erick participou do documentário Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1995), dirigido por Helena Solberg, e desfilou por cinco escolas de samba no Rio de Janeiro. Faleceu em 3 de maio de 1996.

Quem é Metturo
Mateo Metturo de Oliveira Gomes Silva, conhecido como Metturo, nasceu em 17 de abril de 1998, em Garanhuns (PE). Começou a atuar no teatro ainda criança e ganhou notoriedade com papéis nas novelas Corações Feridos (2012) e Carrossel. Atuou também em filmes como Internet – O Filme (2017), Divino Amor (2019) e o drama argentino Un Rubio (2019). Em 2021, interpretou Gabriel no filme Doce Encanto. Atualmente, trabalha também como cantor e criador de conteúdo digital.
Metturo e a atriz Veggari foram apadrinhados artisticamente pela atriz mexicana Queta Lavat, ícone da televisão mexicana, falecida aos 94 anos.
“Às vezes me pergunto se foi o Erick quem acendeu essa chama em mim. Esse desejo de representar, de emocionar. Ele abriu portas com coragem. Hoje, sigo por elas”, afirmou.
A homenagem teve grande repercussão entre fãs, artistas e membros da comunidade LGBTQIA+. Muitos destacaram a importância de manter viva a memória de artistas que ajudaram a abrir espaço para novas gerações.
“Mesmo sem termos nos encontrado nesta vida, sinto que o Erick me deixou algo. Uma semente de coragem, de liberdade criativa. O mínimo que posso fazer é manter essa herança viva”, concluiu Metturo.
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!