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Do luxuoso Camarote Verde Rosa, na Marquês de Sapucaí, o vice-presidente da Estação Primeira de Mangueira, Moacyr Barreto, concedeu entrevista exclusiva revelando detalhes do ambicioso projeto que une Rio de Janeiro e Amapá no enredo de 2026.
Com a confiança de quem conhece profundamente a escola há quase cinco décadas, Moa, como é carinhosamente conhecido, prometeu um espetáculo que vai "encantar a todos" e destacou a importância da energia do camarote para o sucesso do desfile.
Tradição de buscar sempre o título.
"A Mangueira, sempre que vem para a avenida, vem para ser campeã, respeitando todas as demais 11 escolas", declarou Moacyr Barreto, evidenciando a mentalidade vencedora que caracteriza a verde e rosa. Esta postura confiante reflete não apenas otimismo, mas a consciência da qualidade do trabalho desenvolvido pela escola para o Carnaval 2026.
O vice-presidente demonstrou respeito pela competição carnavalesca ao mencionar as demais escolas, mas manteve firme a convicção de que a Mangueira tem condições de conquistar mais um título.
"A gente vem para fazer um belo espetáculo", completou, evidenciando que a busca pelo campeonato não compromete o foco na qualidade artística da apresentação.
União entre Rio de Janeiro e Amapá.
Um dos aspectos mais inovadores do projeto da Mangueira para 2026 é a integração efetiva entre a comunidade carioca e a amapaense. "Juntando o povo daqui com o povo de lá do Amapá e fazendo a Estação Primeira do Amapá passar na avenida", explicou Moacyr, revelando uma estratégia que vai além da simples homenagem temática.
Esta união representa uma iniciativa pioneira no Carnaval carioca, onde uma escola do Rio de Janeiro estabelece uma conexão real e duradoura com uma região distante do país.
A expressão "Estação Primeira do Amapá" sugere que a Mangueira não apenas homenageia o estado, mas o incorpora simbolicamente à sua identidade durante este Carnaval.
Descoberta de Mestre Sacaca.
Moacyr Barreto revelou que o processo de criação do enredo proporcionou descobertas pessoais significativas. "A gente também está trazendo uma pessoa que eu não conhecia, vim conhecer ao longo desse último ano com o carnaval da Mangueira", confessou, referindo-se a Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca, figura central do enredo.
"Acho que vai encantar a todos os que estiverem na Sapucaí, os que estiverem em casa também, que acompanharem, porque o desfile vai ser muito bonito", prometeu o vice-presidente, demonstrando como o conhecimento sobre Mestre Sacaca o impressionou e criou expectativas elevadas para a recepção do público.
Diversidade cultural brasileira.
A escolha do enredo reflete uma visão ampla sobre a riqueza cultural do Brasil.
"O Brasil é muito grande e o carnaval mostra isso com tantos enredos diversificados", observou Moacyr, contextualizando a homenagem ao Amapá dentro da tradição carnavalesca de celebrar a diversidade nacional.
Esta perspectiva evidencia a maturidade da Mangueira em reconhecer que o Carnaval carioca tem a responsabilidade de representar todo o país, não apenas a cultura local. A escola assume, assim, um papel de embaixadora cultural que transcende as fronteiras regionais.
Qualidade excepcional do Camarote Verde Rosa.
O vice-presidente fez questão de destacar a excelência do Camarote Verde Rosa, espaço que complementa a experiência carnavalesca da Mangueira. "É um camarote de primeiríssima qualidade que tem o axé mangueirense, tem o axé verde e rosa", elogiou, evidenciando como o ambiente do camarote mantém a identidade da escola.
"Vai abraçar todos que estiverem e tenho certeza de que essa energia vai voltar para a gente na pista para poder fazer um grande desfile", completou Moacyr, revelando sua crença na importância da energia do público do camarote para o sucesso da apresentação na avenida.
Trajetória histórica na Mangueira.
Moacyr Barreto representa a continuidade e a tradição na Mangueira, com uma trajetória que começou em 1976 na ala "Última Chance". Sua evolução dentro da escola incluiu passagem pela ala dos Boêmios e atuação no conselho fiscal, demonstrando dedicação e competência que o levaram ao cargo de vice-presidente.
Reeleito em março de 2025 para atuar junto à presidente Guanayra Firmino no triênio 2025-2028, Moacyr tem a responsabilidade de conduzir a escola até seu centenário em 2028. Esta perspectiva de longo prazo influencia as decisões estratégicas da agremiação, incluindo a escolha de enredos que fortaleçam a identidade mangueirense.
Gestão focada no centenário.
A gestão atual da Mangueira, com Guanayra Firmino na presidência e Moacyr Barreto na vice-presidência, tem como horizonte o centenário da escola em 2028.
Esta meta histórica orienta as decisões administrativas e artísticas, criando um projeto de médio prazo que visa fortalecer a instituição.
O foco na gestão financeira e administrativa, área de especialidade de Moacyr, é fundamental para garantir que a Mangueira chegue ao seu centenário em condições ideais.
Esta responsabilidade adiciona peso às decisões tomadas pela atual diretoria e influencia a escolha de projetos como o enredo sobre Mestre Sacaca.
Enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju"
O enredo completo da Mangueira para 2026, "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra", representa uma homenagem profunda à figura de Raimundo dos Santos Souza e à cultura afro-indígena do Amapá.
Desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, o projeto incluiu imersão da equipe na região amazônica.
A estrutura do desfile em cinco setores permite explorar diferentes aspectos da cultura tucuju, incluindo a floresta, os rios e as tradições ribeirinhas. Esta organização temática garante que o público compreenda a riqueza cultural que está sendo apresentada e a importância de Mestre Sacaca como guardião desta tradição.
Inovação no processo criativo.
A Mangueira inovou ao realizar uma etapa do concurso de samba-enredo no próprio Amapá, valorizando os compositores locais e criando uma conexão real com a cultura homenageada.
O samba vencedor, conhecido como "Samba 15", é uma parceria que inclui compositores amapaenses.
Esta estratégia de criação colaborativa demonstra o comprometimento da escola com a autenticidade de sua homenagem, indo além da simples pesquisa bibliográfica para estabelecer relações humanas reais com a cultura representada.
Expectativa de recepção nacional.
A confiança de Moacyr Barreto na recepção positiva do enredo se baseia na qualidade da pesquisa e na relevância do tema escolhido.
A figura de Mestre Sacaca, reconhecido por seu conhecimento das plantas medicinais da Amazônia, representa valores universais de preservação ambiental e sabedoria tradicional.
A promessa de que o desfile "vai ser muito bonito" reflete não apenas otimismo, mas a avaliação técnica de alguém com quase cinco décadas de experiência na Mangueira. Esta perspectiva experiente adiciona credibilidade às expectativas elevadas para a apresentação de 2026.
Energia e conexão com o público.
A menção de Moacyr à importância da energia do Camarote Verde Rosa para o sucesso do desfile evidencia sua compreensão sobre a dinâmica entre público e escola durante a apresentação.
Esta consciência sobre a influência mútua entre avenida e arquibancada demonstra maturidade na gestão carnavalesca.
A expectativa de que "essa energia vai voltar para a gente na pista" revela como a Mangueira valoriza a participação ativa de seu público e reconhece que o sucesso do desfile depende também do envolvimento emocional dos espectadores.

Por Robson Talber, @robsontalber
Repórter Antonio Lemos @djportugues
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