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Na cidade do laranja, quem mandou no pedaço foi o sol. Não teve prefeito, vereador ou santo que segurasse: os termômetros bateram nos 41 graus e a sensação térmica passou fácil da conta do bom senso. Nova Iguaçu virou um grande forno a céu aberto, daqueles que assam até pensamento.
Nas praças, o assunto era um só. Sumiram as conversas sobre política, futebol ou preço do arroz. O papo foi direto e reto: calor. “Nem ventilador dá conta, só empurra o bafo quente”, reclamava um morador, enquanto buscava abrigo na sombra disputada das árvores.
Os ambulantes, esses sim, agradeceram. Água gelada e picolé viraram ouro líquido. Teve vendedor que esgotou o estoque antes do meio-dia, prova viva de que, quando o sol aperta, o consumo dispara. Economia popular na base do derretimento.
Nem os cachorros escaparam. A cena se repetiu em vários bairros: patas esticadas, língua de fora e a busca desesperada por sombra, nem que fosse debaixo de carro. Animal nenhum quis pagar de valente.
O calor virou fofoca, meme e piada nos grupos de WhatsApp. Teve gente jurando que o asfalto ia derreter, outros dizendo que Nova Iguaçu estava treinando para virar filial do Saara. Exagero? Talvez. Mas quem suou sabe: naquele dia, até reclamar dava trabalho.
No fim, ficou a certeza popular e jornalística: quando o calor aperta desse jeito, Nova Iguaçu para, derrete e comenta. Porque aqui, até o sol vira pauta.
Por: Arinos Monge.
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