PAU TOROU 'NO 'RITMO COM VC': Caiado troca União por PSD, mas Kassab libera Eduardo Paes para fazer 'L', enquanto Castro compra helicóptero de guerra e deve trocar 10 secretários

Banco Master: o esquema que envolveu esquerda, direita e centrão

Migração partidária do governador de Goiás para o PSD reorganiza cenário eleitoral de 2026

A política brasileira foi sacudida pela decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de deixar o União Brasil e migrar para o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab. A mudança tem repercussões diretas no cenário presidencial de 2026 e libera o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, de qualquer compromisso de apoio ao governador goiano.

Kassab libera Paes para o "L"

Em declaração que repercutiu nacionalmente, Kassab anunciou que Eduardo Paes está "liberado para fazer o L", eliminando qualquer obrigatoriedade de apoio a Caiado em uma eventual candidatura presidencial. Esta decisão permite que o prefeito carioca mantenha seu alinhamento histórico com o presidente Lula, fortalecendo o campo petista para 2026.

A migração de Caiado representa um golpe significativo no União Brasil, uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, que perde uma de suas principais lideranças e possível candidato presidencial. O movimento evidencia a crescente instabilidade partidária no país, onde a infidelidade política tem se tornado regra.

Cenário de polarização nacional

O quadro político aponta para uma nova polarização em 2026, com a formação de um bloco "todos contra Lula". O partido Novo já oficializou o lançamento de Romeu Zema como pré-candidato, enquanto o União Brasil promete realizar um plebiscito interno para escolher entre os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) ou o próprio Caiado.

Esta fragmentação da oposição contrasta com épocas anteriores da política brasileira, quando lideranças como Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães mantinham posições mais consistentes. A atual volatilidade partidária gera desconfiança no eleitorado, que passa a questionar a seriedade e palavra dos políticos.

Escândalo do Banco Master abala Judiciário

Paralelamente à crise política, o caso do Banco Master expõe fragilidades preocupantes no sistema judiciário brasileiro. O ministro Dias Toffoli, que ingressou no STF aos 41 anos e já atua há quase 15 anos na Corte, foi flagrado em reuniões privadas com representantes da instituição financeira, sem que houvesse relação de amizade prévia.

A situação se agrava com o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, cuja esposa firmou contrato de consultoria com o Banco Master no valor de aproximadamente 70 milhões de reais. O aumento patrimonial de 40 milhões em apenas um ano levanta questionamentos sobre a natureza dos serviços prestados, uma vez que a advocacia tradicionalmente opera com percentuais sobre ações ganhas.

Amplitude do escândalo financeiro

O caso se estende além do Judiciário, alcançando o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e diversas outras personalidades políticas de diferentes espectros ideológicos. Esta diversidade de envolvidos - incluindo figuras da esquerda, direita e centrão - complica o cenário e sugere que o Banco Master estabeleceu uma rede de influência abrangente.

A instituição, responsável por menos de 2% dos ativos financeiros brasileiros, conseguiu "cooptar" lideranças políticas de diferentes correntes, levantando questionamentos sobre o que pode existir em outros bancos de maior porte. O calote dado em recursos públicos, incluindo dinheiro da previdência, amplifica a gravidade da situação.

Crise no Rio de Janeiro

O estado fluminense enfrenta múltiplas crises simultâneas. A necessidade de adquirir um helicóptero militar - similar aos utilizados pelos Estados Unidos em operações de combate - simboliza a escalada da violência local. A aeronave, capaz de transportar 11 soldados blindados, representa a transformação do Rio em um cenário de guerra.

O governador Cláudio Castro prepara uma ampla reforma administrativa, com a saída prevista de oito a nove secretários. A tendência é fortalecer o PL na composição governamental, seguindo orientações partidárias para posicionar aliados em postos estratégicos.

Eleição indireta no horizonte

A saída de Washington Reis do cargo de vice-presidente do Tribunal de Contas deixou o estado sem linha sucessória clara, forçando uma eleição indireta entre os 70 deputados estaduais. Dois nomes despontam: Rodrigo Neves, apoiado por Castro, e Douglas Ruas, candidato de Altineu Cortez pelo PL.

No entanto, André Ceciliano emerge como terceira via. O ex-presidente da Alerj, conhecido por conseguir presidir a Assembleia com apenas dois deputados de bancada, pode articular a oposição e os votos do grupo de Washington Reis, criando um cenário imprevisível.

Caso "Orelha" e proteção animal

O episódio de maus-tratos ao cão "Orelha" em Santa Catarina evidenciou o poder das redes sociais na pauta nacional. O caso, envolvendo menores de idade, já resultou em decisões judiciais para proteção da identidade dos envolvidos e remoção de conteúdo das plataformas digitais.

O deputado Marcelo Queiroz tem se destacado na defesa dos direitos dos animais, liderando iniciativas como programas de castração e leis mais rigorosas contra maus-tratos. Sua atuação ganhou força durante a pandemia, quando a pauta migrou temporariamente da Secretaria de Saúde para a de Agricultura.

Polêmica no Flamengo

A contratação de Paquetá pelo Flamengo por 260 milhões de reais gerou controvérsia, especialmente após declarações de Romário questionando a comparação entre suas trajetórias. O ex-jogador destacou que chegou ao Brasil como melhor do mundo e Bola de Ouro, enquanto Paquetá retorna após oito anos na Europa.

O clube avança com o projeto do estádio próprio no Gasômetro, em parceria com bancos privados, incluindo a construção de um hotel temático. O investimento não utilizará recursos públicos, diferentemente dos estádios construídos para a Copa do Mundo.

Apresentador do PodCast No Ritmo com Vc: Antonio Lemos @djportugues

Convidado Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 29/01/2026
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