PF prende Mirelis Zerpa, mulher do 'Faraó dos Bitcoins', acusada de fraude bilionária de R$ 38 bilhões

Fim da fuga: esposa de Glaidson Acácio é deportada e presa no Brasil

PF prende Mirelis Zerpa, mulher do 'Faraó dos Bitcoins', acusada de fraude bilionária de R$ 38 bilhões

Mirelis Zerpa, mulher de Glaidson Acácio, é acusada de participar de esquema bilionário que lesou centenas de investidores

A Polícia Federal prendeu Mirelis Zerpa, esposa de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como "Faraó dos Bitcoins". Foragida há anos, ela foi capturada após ser deportada ao Brasil. Mirelis é acusada de participar ativamente de um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país, disfarçado como investimentos em criptomoedas.

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), Mirelis e Glaidson teriam movimentado aproximadamente R$ 38 bilhões através de uma complexa rede de operações financeiras ilegais. O esquema atraiu centenas de investidores que acabaram lesados após promessas de lucros extraordinários no mercado de criptoativos.

A prisão ocorre no âmbito da Operação Kryptos, deflagrada em 2021, que investiga uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 1,5 bilhão em transações financeiras clandestinas com uso de criptomoedas, operando completamente à margem do sistema bancário oficial e dos órgãos reguladores.

Contra Mirelis, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Após os procedimentos legais de praxe, a acusada foi encaminhada ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça brasileira.

O caso ganhou notoriedade nacional quando Glaidson, ex-garçom que se tornou milionário em poucos anos, foi preso em 2021. Na época, a operação apreendeu valores expressivos em espécie, veículos de luxo e outros bens adquiridos com recursos supostamente provenientes do esquema fraudulento. Enquanto o marido foi detido, Mirelis conseguiu fugir do país, permanecendo foragida até agora.

A empresa do casal, GAS Consultoria Bitcoin, prometia aos investidores rendimentos fixos mensais de 10% sobre o capital investido em operações com criptomoedas. No entanto, segundo as investigações, o negócio operava como uma pirâmide financeira clássica, onde os rendimentos pagos aos primeiros investidores vinham do dinheiro aportado pelos novos participantes, sem geração real de valor.

A prisão de Mirelis representa um avanço significativo nas investigações e pode trazer novos elementos para o processo que corre na Justiça Federal. As autoridades esperam que ela possa esclarecer o paradeiro de valores ainda não recuperados e a participação de outros possíveis envolvidos no esquema.

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Por Ultima Hora em 21/06/2025
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