Presidente Everaldo Nascimento revela: 70% da proteína consumida no Rio passa pela Bolsa de Alimentos do Rio

Bolsa de Alimentos do Rio completa 74 anos revolucionando o mercado varejista brasileiro

Presidente Everaldo Nascimento revela: 70% da proteína consumida no Rio passa pela Bolsa de Alimentos do Rio

Everaldo Nascimento revela como Bolsa de Alimentos do Rio movimenta 70% da proteína consumida no estado e planeja revitalização histórica

A Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro, sob o comando de Everaldo Oliveira Nascimento, celebra uma trajetória de quase 74 anos como elo fundamental entre produtores e consumidores.

A instituição, que muitos desconhecem, movimenta aproximadamente 70% de toda a proteína animal e vegetal comercializada no estado, consolidando-se como ponto estratégico de conexão direta com o varejo e os principais canais de distribuição.

Durante evento realizado em Miguel Pereira, o presidente Everaldo Nascimento destacou o papel revolucionário da Bolsa no mercado alimentício brasileiro. "A Bolsa funciona como um palco para indústrias, supermercados e distribuidores que vão lá fazer negociação", explica o dirigente, ressaltando que a instituição antecipou inovações que hoje são padrão nacional.

Uma das contribuições mais significativas da Bolsa foi a padronização das embalagens de alimentos em pacotes de 1 kg.

"Se hoje tem esse pacotinho de 1 kg, não foi o governo federal que desenvolveu, foi a Bolsa que desenvolveu", revela Nascimento, demonstrando como a instituição moldou hábitos de consumo que perduram até hoje. Anteriormente, os alimentos eram comercializados em sacas grandes, dificultando o acesso do consumidor final.

A estrutura da Bolsa oferece ambiente dinâmico e altamente propício para geração de negócios, funcionando como grande balcão onde produtores encontram empresários para levar à mesa a melhor qualidade no melhor preço. "Às vezes uma indústria tem muito produto e precisa vender. Se for rodar de supermercado em supermercado, vai demorar muito. Na Bolsa, ela negocia com tranquilidade e facilidade", explica o presidente.

Localizada no tradicional Mercado São Sebastião, a Bolsa enfrenta desafios de revitalização do espaço histórico.

"O mercado São Sebastião está meio caído, estamos tentando revitalizar. Agora está indo polícia para dar mais segurança e contamos que a prefeitura vai nos ajudar", afirma Nascimento, sinalizando esforços para modernizar a infraestrutura sem perder a tradição.

A instituição mantém laboratório de classificação para vegetais, milho, soja e outros produtos, garantindo qualidade antes da liberação para venda.

Este serviço agrega valor às transações e oferece segurança tanto para vendedores quanto compradores, consolidando a confiança no ambiente de negócios.

Grandes players do mercado alimentício nacional mantêm presença ativa na Bolsa. "JBS está lá dentro, Marfrig está lá dentro, Aurora está lá dentro, várias indústrias estão conosco", enumera o presidente, demonstrando a relevância da instituição para empresas de grande porte que encontram na Bolsa eficiência para suas operações comerciais.

O varejo também marca presença significativa através de redes importantes do estado. "Temos Supermarket de Angra, temos Brasil de Três Rios, várias redes importantes do estado do Rio de Janeiro estão conosco", destaca Nascimento, evidenciando como supermercados encontram na Bolsa o melhor lugar para se estabelecer, indo direto à fonte dos produtos.

Para redes que ainda não participam, o processo de adesão é simples e direto.

"É só nos procurar na Bolsa, que está aberta para entrarem e começarem a participar do cotidiano", convida o presidente, demonstrando política inclusiva da instituição para ampliar sua base de associados.

Nascimento avalia positivamente o mercado alimentício fluminense, considerando o Rio de Janeiro como segundo maior mercado consumidor do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

"Aqui é negociado muito produto, é um mercado sempre ativo e acho que estamos bem colocados", analisa o dirigente, reconhecendo a força econômica do estado.

No entanto, identifica desafio estrutural significativo: a baixa produção local.

"Nossa questão no estado do Rio é que não temos produção. Precisamos acertar isso no estado do Rio de Janeiro", admite Nascimento, ecoando observações de outros especialistas sobre a necessidade de fortalecer a agricultura estadual.

O presidente reconhece que o Rio funciona principalmente como centro de distribuição para indústrias de todo o Brasil. "Somos fonte para indústrias do Brasil inteiro venderem no Rio de Janeiro, mas não produzimos muito. Agora temos que passar a produzir também para ter equivalência com outros estados", projeta, sinalizando necessidade de equilibrar a balança entre consumo e produção.

A trajetória de quase 74 anos da Bolsa demonstra capacidade de adaptação e inovação constantes. Desde a criação das embalagens padronizadas até a manutenção de laboratórios de qualidade, a instituição se antecipa às necessidades do mercado, consolidando-se como referência nacional em intermediação comercial de alimentos.

A presença de grandes indústrias e redes varejistas confirma a eficiência do modelo de negócio da Bolsa, que oferece ambiente estruturado para negociações rápidas e seguras. Este ecossistema beneficia toda a cadeia produtiva, desde pequenos produtores até grandes corporações, democratizando o acesso a canais de distribuição eficientes.

A revitalização do Mercado São Sebastião representa oportunidade de modernizar a infraestrutura mantendo a tradição histórica. Com maior segurança e melhor estrutura, a Bolsa pode ampliar ainda mais sua influência no mercado alimentício nacional, atraindo novos parceiros e fortalecendo negócios existentes.

O trabalho desenvolvido por Everaldo Nascimento à frente da Bolsa de Gêneros Alimentícios consolida legado de inovação e eficiência que beneficia milhões de consumidores. Sua visão estratégica para o futuro, incluindo o fortalecimento da produção local, pode transformar o Rio de Janeiro de grande consumidor em importante produtor de alimentos, equilibrando a economia estadual e nacional.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Robson Talber

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Por Ultima Hora em 11/09/2025
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