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Mesmo aparecendo como favorito em todos os cenários, Lula pode enfrentar uma disputa acirrada em 2026, com diversos nomes da direita se articulando nacionalmente. As pesquisas mais recentes mostram que o presidente lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas isso não impede que a corrida já tenha começado. Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e até Michele Bolsonaro são nomes cogitados. A direita, porém, ainda vive um momento de indefinição e dispersão.
O governador de São Paulo, Tarcísio, é apontado como o nome mais competitivo entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tem visibilidade nacional, está em um Estado estratégico e aparece bem posicionado em pesquisas. No entanto, sua ligação direta com Bolsonaro, que está inelegível, condenado e usando tornozeleira eletrônica, pode ser um fator limitador para além da base mais fiel do bolsonarismo. Apesar disso, ele tem tentado se posicionar com um discurso mais técnico e menos ideológico.
Já Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, costura nos bastidores uma imagem de gestor equilibrado. Seu partido, liderado por Gilberto Kassab, aposta em um nome que possa dialogar com a direita, mas sem radicalização. O desafio de Ratinho é nacionalizar sua imagem e convencer aliados de centro a apostar em sua candidatura.
Romeu Zema (Novo), governador de Minas, também está no radar. Tenta transpor sua imagem de gestor fiscalmente responsável para o cenário nacional. Em julho, recebeu o apoio público de Bolsonaro, que sugeriu vários nomes da direita disputando o primeiro turno, para depois haver união no segundo. Zema, no entanto, ainda não tem densidade eleitoral fora de Minas e busca ampliar alianças.
Michele Bolsonaro surge como um nome simbólico, que herda o capital eleitoral do marido, mas sem a carga jurídica e política que hoje fragiliza Bolsonaro. Seu nome é testado em pesquisas e pode ser uma saída para manter a "marca Bolsonaro" no jogo.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, enfrenta um dos cenários mais delicados. Fora do país, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por coação e pode ser preso ao retornar ao Brasil. Ele também está prestes a perder o mandato e, na prática, tem pouca viabilidade eleitoral real no momento.
Com Lula liderando, mas a direita dividida, o cenário para 2026 ainda é de incertezas. A falta de uma liderança clara no campo conservador pode favorecer o presidente, mas também abre espaço para o surgimento de uma candidatura de centro-direita mais moderada, capaz de dialogar com eleitores descontentes.
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