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Rio pressiona Senado por aprovação da lei que beneficia mais de 100 mil profissionais no estado
Brasília se transformou em palco de mobilização histórica nesta quarta-feira, com fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de todo o Brasil cobrando dos senadores a votação do Projeto de Lei nº 1731/2021. A luta que já dura anos ganhou novo impulso com a presença de lideranças do Rio de Janeiro, em particular o fisioterapeuta e neurocientista Dr. Renato de Paula, que coordenou a comitiva fluminense nos corredores do Senado Federal.
O projeto, de autoria do senador Angelo Coronel, estabelece o piso salarial nacional para a categoria, fixado em R$ 4.650,00. A aprovação depende agora da deliberação do Senado, que já recebeu pressão direta de parlamentares e representantes profissionais durante audiência pública presidida pelo senador Marcelo Castro.
A articulação política e o compromisso firmado
Durante os encontros em Brasília, o Dr. Renato de Paula manteve contato direto com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pressionando para que a matéria seja colocada em votação ainda antes do período eleitoral. O senador Marcelo Castro, que presidiu a audiência pública sobre o tema, assumiu publicamente o compromisso de relatar o projeto e trabalhar para sua aprovação imediata.
A mobilização no Senado Federal reflete a urgência da categoria. Com mais de 100 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no estado do Rio de Janeiro, a aprovação do piso representa não apenas reconhecimento profissional, mas também garantia de remuneração digna para trabalhadores que atuam em setores essenciais de saúde e reabilitação.
O fim de um ciclo e o início de novo caminho
No encerramento da agenda em Brasília, o Dr. Renato de Paula surpreendeu ao anunciar que aquela seria sua última atuação institucional como dirigente. A partir de 4 de abril, quando se licencia das funções no Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado do Rio de Janeiro (CREFITO-2), ele se dedica integralmente à campanha eleitoral.
Reconhecido como uma das principais lideranças da categoria, com atuação em pesquisa, educação e gestão – sendo doutor em Bioquímica Médica pela UFRJ e doutor em neurociência pelo Imperial College London – Renato de Paula busca levar para o parlamento estadual a voz de profissionais historicamente marginalizados nas pautas legislativas.
O significado para a categoria
A luta pelo piso salarial não é novidade nas reivindicações da categoria. Desde 2021, quando o projeto foi apresentado ao Senado, fisioterapeutas cobram dos legisladores comprometimento com a profissão. A fixação de um piso em nível nacional tem impacto direto não apenas nos salários, mas também na formalização do mercado e na diminuição de desigualdades salariais entre regiões.
Para além da votação que se aguarda, a participação ativa do Rio de Janeiro nesta mobilização marca a região como polo de pressão política pela categoria. Estados como Bahia, São Paulo e Minas Gerais também mobilizaram comitivas, mas o destaque fluminense recaiu sobre a liderança exercida pelo Dr. Renato de Paula, que há anos trabalha pela valorização profissional e pelo reconhecimento acadêmico da fisioterapia.
A audiência pública conduzida pelo senador Marcelo Castro forneceu espaço para que profissionais de diferentes regiões expusessem dados sobre condições de trabalho, remuneração e impactos da falta de piso salarial. O compromisso firmado sinaliza esperança de que a votação ocorra nos próximos meses, antes que o calendário legislativo seja inteiramente tomado por temas eleitorais.
Os próximos passos
Senadores e deputados que apoiam a matéria devem intensificar as articulações nas próximas semanas. O apoio de Davi Alcolumbre e a promessa de relatoria do senador Marcelo Castro são sinais de que a pauta pode avançar com celeridade. Profissionais e entidades da categoria já se mobilizam para manter pressão sobre os legisladores.
Enquanto isso, o Rio de Janeiro segue como referência de mobilização. Conselhos profissionais, sindicatos e associações continuam articulando ações em todo o estado, consolidando uma estratégia de pressão que une exigência legislativa com preparação política, como demonstra a candidatura do Dr. Renato de Paula, que promete continuar defendendo a categoria desde o parlamento estadual.
Fontes:
Senado Federal; Câmara dos Deputados; COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional); CREFITO-2 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado do Rio de Janeiro); CREFITO-16; SUDERJ (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro); Instituto Reabilitarte UFRJ.
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