'Sem apoio do Brasil': Prefeito de Macaé Welberth Rezende relata tensão, mísseis e falta de apoio do governo brasileiro; grupo de autoridades municipais planeja fuga por rotas terrestres

Prefeito de Macaé tenta deixar Israel por conta própria em meio a bombardeios

Prefeito envia mensagem a Redação do Ultima Hora "Está tudo bem por aqui, estou abrigado. Obrigado pelo apoio e pela consideração, vai dar tudo certo."

Em meio à intensificação do conflito entre Israel e Irã, o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, e outros gestores municipais brasileiros que se encontram em território israelense decidiram buscar alternativas próprias para deixar o país. Em novo relato divulgado neste sábado (14), Rezende descreve a situação de tensão crescente e revela que o grupo não recebeu apoio concreto do governo brasileiro para retornar em segurança.

"Ontem, por volta das 5 horas da manhã, voltamos ao bunker por conta de mais um bombardeio. Estamos na cidade próxima a Tel Aviv, e vimos os mísseis passando em direção à capital", relata o prefeito em vídeo. Segundo ele, o grupo participou de uma reunião com representantes do Ministério de Relações Exteriores de Israel para discutir a situação, mas não há previsão de reabertura dos aeroportos.

Diante da incerteza sobre o fim dos confrontos, a delegação brasileira, composta por prefeitos e autoridades municipais que participavam de um programa de intercâmbio sobre tecnologias de gestão urbana, decidiu buscar rotas alternativas. "A grande maioria está entendendo que a melhor maneira vai ser tentar sair por via terrestre. Temos algumas opções: sair pelo Egito, pela Jordânia ou pelo mar para o Chipre", explica Rezende.

"Vimos os mísseis passando": prefeito de Macaé relata drama em Israel

O prefeito de Macaé menciona que o governo israelense tem oferecido algum suporte e recomenda que o grupo permaneça onde está, mas os brasileiros preferem não esperar pelo fim indefinido do conflito. "Não se sabe quando essa guerra pode acabar, não se sabe quando a gente pode voltar", afirma.

Um ponto de frustração destacado no relato é a ausência de contato por parte das autoridades brasileiras. "Não recebemos ainda nenhuma ligação do governo brasileiro dando qualquer tipo de apoio ou suporte para negociar nossa entrada nesses países. Não é porque somos autoridades municipais, acho que todo brasileiro tem direito a ter o apoio do seu país para poder regressar em caso de guerra", lamenta.

O grupo agora planeja organizar transporte terrestre e negociar diretamente a entrada nos países vizinhos. "Vamos procurar pelas nossas próprias forças, vamos entrar no carro, vamos tentar negociar, vamos tentar pedir nossa entrada para esses países para que possamos voltar em segurança para o Brasil", conclui o prefeito, ressaltando que a missão original de intercâmbio foi completamente inviabilizada pela situação de conflito.

Atualizando

Representantes do Governo Lula informam que conseguiram contato com os Prefeitos e já estão dando todo o suporte desde manhã, que estavam com dificuldades de comunicação, mas a situação foi resolvida e o Governo Federal não medirá esforços para trazer de volta em segurança os prefeitos e brasileiros que se encontram em zona de conflito, como sempre fez e é de praxe.

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Por Ultima Hora em 14/06/2025
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