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Em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, uma história de empreendedorismo feminino se destaca no competitivo mercado de academias. As empresárias Helen Cruz e Patricia Orsi comandam há impressionantes 41 anos a Academia Água Viva, uma parceria que começou despretensiosamente com uma pequena piscina de 8x4 metros e hoje se transformou em um complexo esportivo completo. "Quando a gente começou, era uma coisa bem informal, dentro da casa dos meus pais, com apenas 13 aluninhos", relembra Helen em entrevista exclusiva.

A jornada empreendedora das sócias reflete a persistência necessária para sobreviver no mercado brasileiro. Da piscina inicial, onde chegaram a atender 100 alunos, mudaram-se para um espaço alugado com piscina de 20x5 metros em um sítio. "Nessa piscina, a gente pôde crescer mais, chegamos a ter 300 e poucos alunos", conta Helen. Durante 11 anos, mantiveram as atividades neste local, que também abrigava outras modalidades como ginástica olímpica, judô e balé, criando um ambiente integrado e seguro para as famílias.
A insegurança do aluguel, no entanto, levou as empreendedoras a buscarem um espaço próprio após 14 anos de mercado. "A gente se preocupava porque todo aluguel vai ter início, meio e fim", explica Helen. Foi então que, com o apoio familiar, adquiriram o terreno onde hoje funciona a academia. O empreendimento está estabelecido no local atual há 27 anos, desde 1998, consolidando-se como referência no segmento fitness da região.
A evolução dos serviços acompanhou o crescimento físico do espaço. O que começou como uma escola de natação expandiu-se para um centro fitness completo, oferecendo hoje hidroginástica, musculação e diversas modalidades de aulas coletivas, como bike indoor, alongamento, treinamento funcional e combat.

"A gente tenta só administrar, mas às vezes, como somos da área e falta um professor, conseguimos suprir essas necessidades", revela Patricia sobre a atuação atual da dupla, que ocasionalmente ainda leciona.
Recentemente, a Academia Água Viva passou por uma ampla reforma de modernização, adaptando-se às mudanças do entorno, que inclui a construção de um shopping e o desenvolvimento comercial da região.
"A gente tem que se modernizar." Tudo está melhorando aqui no entorno, a gente já estava com instalações antigas e fachada velha. Temos que acompanhar o mercado", afirma Helen sobre o investimento. A renovação do espaço demonstra a visão estratégica das proprietárias, que entendem a necessidade de constante atualização para manter a competitividade no setor.

A longevidade da sociedade entre Helen e Patricia chama atenção em um país onde muitos negócios não ultrapassam os primeiros anos de vida. "Quarenta e um anos de academia, de sociedade muito bem-sucedida, um casamento que deu certo", brinca a entrevistadora. "Tem brigas", admitem as sócias com bom humor, revelando que, como em qualquer parceria duradoura, os desafios existem, mas são superados com diálogo e comprometimento mútuo com o negócio que construíram juntas.
O caso da Academia Água Viva ilustra como empreendimentos de pequeno porte podem evoluir organicamente, respondendo às demandas do mercado e adaptando-se às mudanças do setor.
A visão de longo prazo e a disposição para reinvestir no negócio, como demonstrado pela recente reforma, são fatores determinantes para a sustentabilidade empresarial que as sócias conseguiram alcançar nessas quatro décadas de atuação.

Por Robson Talber @robsontalber entrevista Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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