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A aliança com Quaquá: opção pela ala petista ligada a Ditadura comunista de Cuba e ao mal uso do dinheiro de Royalties de Maricá
Em meio ao surto de mosquito que assola o Rio, Paes optou por se aliar à ala do PT liderada pelo prefeito Washington Quaquá, que também se afunda em investigações e é conhecido por posições controvertidas, e por seus problemas junto a justiça que já o condenou em diversos processos cíveis e criminais (inclusive o TRF 2 manteve sua sentença de prisão do qual ele apresentou recurso ao STJ) e defende modelos políticos controversos, como o regime ditatorial cubano, onde investe todo seu dinheiro e tem negócios com a família de Fidel.
Esta escolha tem gerado desconforto mesmo entre setores progressistas, que questionam a aproximação com um grupo que utiliza a máquina administrativa de Maricá para consolidar sua liderança partidária.
A aliança com Quaquá ficou evidente quando Paes preteriu André Ceciliano, indicado pelo PT para compor como vice sua chapa à reeleição em 2024, escolhendo Eduardo Cavaliere. Mais recentemente, o braço-direito de Paes e presidente do PSD, deputado Pedro Paulo, chegou a defender publicamente a revisão da aliança com o PT após vereadores petistas se oporem a projetos da administração municipal.
A ironia recente de Paes ao compartilhar um vídeo em que Andrezinho Ceciliano, filho de André Ceciliano, elogia Rodrigo Bacellar, chamando-o de "futuro governador", evidencia ciúme e o mal-estar crescente entre o prefeito e a ala do PT representada pelos Ceciliano.

Quaquá x Ceciliano: Duas visões de esquerda em jogo no cenário fluminense
Em contraste com a turbulenta gestão Paes e sua aliança com a ala de Quaquá, André Ceciliano representa uma vertente do PT que prioriza o diálogo institucional e a governabilidade. Durante sua presidência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Ceciliano foi reconhecido por manter relações produtivas com diferentes espectros políticos sem abrir mão de princípios progressistas.
Esta postura de diálogo e pragmatismo tem atraído atenção para seu grupo político, que inclui seu filho Andrezinho, prefeito de Paracambi. A aproximação deste com Rodrigo Bacellar, ironizada por Paes, demonstra a capacidade de articulação política que transcende barreiras ideológicas, algo fundamental para a governabilidade no complexo cenário fluminense.
A disputa interna no PT fluminense ganhou novos contornos durante o Processo de Eleições Diretas (PED) do partido, quando Ceciliano ajudou a lançar uma chapa histórica contra o grupo de Quaquá, apoiando a candidatura do deputado Reimont para a presidência estadual do partido.
O evento de lançamento da candidatura de Reimont reuniu figuras de peso da esquerda fluminense, como o ex-deputado Jorge Bittar, a deputada federal Benedita da Silva, o próprio André Ceciliano e o líder da bancada do PT na Câmara Federal, Lindbergh Farias. A chapa conta ainda com o apoio de importantes lideranças dos movimentos sociais, como Marina e Maira do MST, além de figuras respeitadas como Tainá de Paula, Elika Takimoto, Manoel Severino, Olavo AE e Marcelo Sereno.
Já a gestão de Quaquá acumula críticas por promessas não cumpridas e enfrenta diversas investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, além de ser questionado por setores progressistas por utilizar a máquina administrativa de Maricá para consolidar sua liderança partidária e por defender modelos políticos controversos, como o regime cubano, considerado por muitos como isolado e economicamente fragilizado.
Para saber mais dos processos que Paes responde Leia:
O INTOCÁVEL: Eduardo Paes, o Prefeito que a Justiça não consegue prender
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