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O ex-presidente americano Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (5) que dobrará as tarifas sobre importações de aço e alumínio para 50% caso seja eleito em novembro. A medida, que visa claramente a China – responsável por 60% das exportações globais de aço -, pode ter um impacto indireto, porém significativo, na indústria brasileira. O Brasil, nono maior produtor mundial de aço, teme ser atingido por um possível efeito dominó no comércio global de metais.
O que está em jogo para o Brasil
A proposta trumpista surge em um momento delicado para o setor siderúrgico brasileiro:
“A medida é claramente anti-China, mas nós podemos ser atingidos como dano colateral”, alerta Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil.
A perspectiva chinesa e os impactos indiretos
A China já reagiu às declarações de Trump, com o Ministério do Comércio afirmando que “qualquer medida unilateral viola as regras da OMC”. Analistas apontam três possíveis cenários que afetariam o Brasil:
Oportunidades em meio à crise
Paradoxalmente, a situação pode trazer algumas vantagens para o Brasil:
O Itamaraty já sinalizou que buscará esclarecimentos com a equipe de Trump sobre os detalhes da proposta. Enquanto isso, a indústria brasileira se prepara para um possível terremoto no comércio global de metais – mais um capítulo na complexa relação entre as duas maiores economias do mundo, onde o Brasil tenta navegar sem se queimar.
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