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A presidente da Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual (FICA), Valquíria Barbosa, participou da inauguração do Instituto Cultural Marinha Mercante e revelou dados impressionantes sobre o crescimento da indústria audiovisual brasileira, além de anunciar ambiciosas metas para os próximos anos.
Marco histórico: audiovisual reconhecido como indústria.
"A FICA nasceu no ano passado a partir da necessidade que a gente sentiu quando foi criado o grupo de trabalho dentro do programa da Nova Indústria do Brasil, que é o maior programa de industrialização já feito no país, comandado pelo Ministério da Indústria e Comércio", explicou Valquíria.
O reconhecimento é histórico: "É a primeira vez que no Brasil se olha para o nosso setor como indústria." São 24 grupos de trabalho e o último grupo que foi criado foi o da indústria do audiovisual."
Dimensão econômica surpreendente.
Valquíria revelou dados que demonstram a magnitude do setor: "A indústria do audiovisual é maior do que a indústria automobilística, do que a indústria farmacêutica e algumas outras."
O setor é responsável por 608 mil empregos diretos e indiretos, um número que a FICA pretende expandir significativamente nos próximos anos.
Meta ambiciosa para o PIB.
"Estamos trabalhando para que a gente possa, em 3 anos, fazer crescer o impacto do PIB, que hoje é de 0,6%, para 1,5% a 2%", anunciou a presidente da FICA.
Esta meta representa mais que dobrar a participação do audiovisual na economia brasileira, o que significaria "a criação de muito mais empregos" e "principalmente trabalhando muito a questão da exportação."
Modelo coreano como inspiração.
Valquíria citou o exemplo da Coreia do Sul como referência: "A Coreia que criou uma política de Estado há 20 anos atrás, hoje, em 2024, exportou 14,7 bilhões de dólares." Nós podemos fazer isso."
O sucesso do K-pop e do cinema coreano demonstra como investimento público estratégico pode transformar uma indústria cultural em potência global de exportação.
Parcerias internacionais estratégicas.
A presidente revelou acordos importantes já firmados: "Com a China, nós já assinamos um acordo de cooperação com o presidente do China Media Group, ministro das comunicações, e nós estamos de verdade muito satisfeitos."
Missões comerciais pós-Carnaval.
Valquíria anunciou iniciativas concretas: "Logo depois do Carnaval, dois diretores da nossa federação estão indo numa missão junto com o Estado brasileiro e empresários brasileiros para Nova Delhi, onde vai ser inaugurado o escritório da APEX, e para Seul, Coreia do Sul."
Estas missões demonstram a estratégia de internacionalização da FICA e a busca por mercados asiáticos promissores.
China: maior mercado cinematográfico mundial.
"A China talvez hoje seja o maior mercado do mundo, tem mais de 90 mil salas de cinema, mais do que nos Estados Unidos, e tem feito faturamentos extraordinários", destacou Valquíria, evidenciando a importância estratégica do mercado chinês.
Coexistência das plataformas de exibição.
Questionada sobre o impacto do streaming, Valquíria defendeu a complementaridade: "A gente não pode pensar que porque nasce uma janela, a outra morre." A gente viu esse mesmo discurso quando saiu O DVD, quando saiu a televisão por assinatura, quando veio a televisão aberta e isso não aconteceu."
"São experiências diferentes e o streaming faz parte da indústria do audiovisual." É uma janela muito importante, assim como festa, assim como a sala de cinema", explicou.
Experiência única do cinema.
A presidente defendeu a especificidade da experiência cinematográfica: "A sala de cinema é uma experiência única." É um lugar onde você está ali e você não vai estar olhando o celular, você não vai se interromper para comer alguma coisa na cozinha, ir no banheiro, conversar com a pessoa do lado.
"Está com a família também reunida, fazendo o que é de melhor na vida", completou, destacando o aspecto social e familiar do cinema.
Aspecto romântico e cultural.
Com humor, Valquíria concluiu: "Quem não levou seu primeiro namorado ou sua primeira namorada para ver um filme?", destacando como o cinema faz parte da cultura afetiva brasileira.
Momento de ouro do cinema brasileiro.
A presidente celebrou o momento atual: "O cinema brasileiro no auge vai agora disputar melhor filme, melhor ator no Oscar, ganhou o Festival de Cannes."
"Rumo ao Oscar." Lembrando que no ano passado nós já ganhamos um", concluiu, referindo-se aos sucessos recentes do cinema nacional.
Liderança empresarial e governamental.
A FICA atua "na liderança do ponto de vista empresarial e na relação com o Estado brasileiro", posicionando-se como interlocutora principal entre o setor privado e as políticas públicas para o audiovisual.
Comparação com potências mundiais.
Valquíria mencionou outros mercados importantes: "A indústria americana é uma das maiores do mundo, todo mundo já conhece." A Índia também tem dado saltos. A Itália e o Brasil não podem ficar para trás."
Estratégia de exportação.
O foco na exportação é central na estratégia da FICA, seguindo modelos bem-sucedidos internacionais e aproveitando o momento de reconhecimento global do audiovisual brasileiro.
Impacto econômico e social.
A meta de triplicar os empregos do setor representa não apenas crescimento econômico, mas também democratização do acesso a oportunidades profissionais na área cultural.
Política de Estado para o audiovisual.
A inclusão do audiovisual no programa Nova Indústria Brasil representa uma mudança paradigmática, elevando o setor cultural ao status de prioridade industrial nacional.
Dados da FICA:

Entrevista feita no Centro Cultural Justiça Federal.
Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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