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Indecisos definirão 2026: Pesquisa aponta empate técnico e volatilidade!

Com a seriedade e o impacto que marcam o jornalismo de relevância, apresentamos os destaques da mais recente rodada de pesquisas, que traça um panorama dinâmico e crucial para o futuro político do país.

A 9ª rodada do Tracking Gerp – Eleições 2026, divulgada hoje, apresenta um quadro eleitoral em plena reacomodação, com um notável equilíbrio entre as principais forças políticas que vislumbram a disputa pela Presidência da República. A menos de dois anos do pleito, o cenário permanece aberto, sem que um favorito inconteste se desenhe no horizonte, indicando uma das mais tensas e imprevisíveis campanhas da história recente do Brasil.
Ascensão de Lula e cenário de equilíbrio
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo os dados da pesquisa, demonstra sua melhor fase desde o início do acompanhamento do Tracking Gerp. Essa melhora se reflete em indicadores de desempenho que apontam para uma revitalização de sua imagem e recall eleitoral.
Paralelamente, o campo conservador, embora fragmentado, exibe sinais consistentes de reorganização em torno de diversas lideranças, mantendo a eleição de 2026 completamente em aberto. A polarização, elemento central das últimas disputas, continua a moldar as preferências do eleitorado.
Aprovação governamental e percepção pública
A pesquisa Gerp indica que a avaliação positiva do governo Lula alcançou 37%, um patamar idêntico ao registrado em janeiro de 2025. Concomitantemente, a taxa de desaprovação registrou uma queda, situando-se em 57%.
Essa movimentação sugere uma leve, mas perceptível, melhora na percepção pública sobre a gestão federal, impulsionada possivelmente por políticas sociais e a condução econômica. Tal tendência aponta para um período de estabilidade relativa e uma gradual, porém ainda limitada, redução do desgaste político, sem, contudo, alterar a polarização estrutural que caracteriza o eleitorado.
Liderança de Lula na espontânea
Pela primeira vez na série histórica do Tracking Gerp, o Presidente Lula aparece numericamente à frente de Jair Bolsonaro na intenção de voto espontânea, registrando 24% contra 23% do ex-presidente.
Embora a diferença se situe dentro da margem de erro, este dado possui um valor simbólico inegável. Ele sinaliza uma reativação da lembrança eleitoral do atual mandatário e reforça o equilíbrio entre os dois polos que têm estruturado a disputa política nacional desde as eleições de 2018.
Fragmentação da direita no primeiro turno
A análise dos cenários estimulados de primeiro turno revela que Lula mantém um desempenho estável, sendo superado apenas por Jair Bolsonaro em algumas projeções. No entanto, o atual presidente é beneficiado pela fragmentação do campo conservador.
A multiplicidade de candidaturas à direita, incluindo nomes como Tarcísio de Freitas, Michele Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Romeu Zema, aliada à presença de Ciro Gomes no espectro de centro, impede a concentração de votos em um único adversário. Essa dispersão tática é um fator que amplia o espaço do lulismo entre eleitores moderados e independentes.

Unificação da direita e o segundo turno
A mesma fragmentação que se mostra vantajosa para Lula no primeiro turno, transforma-se em desvantagem considerável nos cenários de segundo turno, onde se pressupõe uma unificação do campo conservador. Nestas projeções, Lula é superado por Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michele Bolsonaro. Há um empate técnico com Eduardo Bolsonaro, enquanto o presidente consegue superar nomes como Caiado, Ratinho Jr., Zema e Ciro Gomes. Esses resultados evidenciam a natureza altamente competitiva, dinâmica e indefinida da disputa presidencial, onde a capacidade de aglutinação de forças será decisiva.
Cenário de intensa volatilidade
Os dados mais recentes da pesquisa Gerp indicam claramente que o país se encaminha para uma das eleições mais acirradas desde o processo de redemocratização. O lulismo, com sua base consolidada, demonstra notável resiliência e capacidade de recomposição, buscando reconquistar o eleitorado que pode ter se afastado. Em contrapartida, o campo da direita, mesmo dividido em diversas alternativas, mostra-se fortalecido, consolidando múltiplas opções viáveis de liderança nacional, o que intensifica a competição.
Com margens que ainda não se consolidaram e um alto grau de volatilidade entre os eleitores de centro, o cenário político permanece em constante movimento e completamente aberto a reviravoltas.
A pesquisa sugere que a definição do pleito de 2026 tenderá a ocorrer apenas nas fases finais da campanha, momento em que os indecisos, um contingente significativo, desempenharão um papel decisivo no resultado final da eleição, podendo inclinar a balança para qualquer um dos lados.
Impacto de um possível encontro entre Lula e Donald Trump
A pesquisa também sondou a opinião pública sobre um potencial encontro entre o Presidente Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os resultados revelam uma expectativa predominantemente positiva: a maioria dos entrevistados, cerca de 67%, aprova a participação de Lula neste encontro de alto nível. Além disso, a preferência majoritária é para que o encontro ocorra de forma presencial, com 73% dos consultados endossando essa modalidade, o que reforça o valor simbólico e diplomático atribuído a tal gesto político.
A percepção sobre quem mais se beneficiaria de um eventual encontro entre os dois líderes políticos se mostra dividida, refletindo a complexidade das relações internacionais e da política interna. Para 27% dos entrevistados, o encontro fortaleceria a imagem de ambos igualmente, sublinhando um reconhecimento mútuo de relevância. Já 19% acreditam que Lula seria o principal beneficiado, enquanto 16% apostam no fortalecimento da figura de Trump. Um grupo significativo, representando 23% dos consultados, não vê vantagem particular para nenhum dos dois, demonstrando um ceticismo quanto aos ganhos individuais. Há, ainda, uma expectativa prática relevante: 40% dos participantes da pesquisa acreditam que essa reunião poderia resultar na tão aguardada redução da tarifa de 50%, enquanto 37% esperam que a tarifa seja mantida, sinalizando uma cautela nas projeções.
Segue a planilha com os principais resultados da 9ª rodada do Tracking Gerp – Eleições 2026:
| Indicador | Detalhe | Resultado (%) | Observação |
|---|---|---|---|
| Aprovação do Governo Lula | Avaliação Positiva | 37% | Mesmo índice de janeiro de 2025 |
| Aprovação do Governo Lula | Desaprovação | 57% | Leve recuo da desaprovação |
| Intenção de Voto Espontânea | Lula | 24% | Numericamente à frente de Bolsonaro pela primeira vez |
| Intenção de Voto Espontânea | Jair Bolsonaro | 23% | — |
| Intenção de Voto Estimulada (1º Turno) | Lula | Estável | Favorecido pela fragmentação da direita |
| Intenção de Voto Estimulada (2º Turno) | Lula vs. Bolsonaro, Tarcísio, Michele Bolsonaro | Lula é superado | Cenário com unificação da direita |
| Intenção de Voto Estimulada (2º Turno) | Lula vs. Eduardo Bolsonaro | Empate técnico | Cenário com unificação da direita |
| Intenção de Voto Estimulada (2º Turno) | Lula vs. Caiado, Ratinho Jr., Zema, Ciro Gomes | Lula supera | Cenário com unificação da direita |
| Encontro Lula-Trump | Aprovação da participação de Lula | 67% | — |
| Encontro Lula-Trump | Preferência por encontro presencial | 73% | — |
| Encontro Lula-Trump (Fortalecimento de Imagem) | Fortaleceria Ambos igualmente | 27% | — |
| Encontro Lula-Trump (Fortalecimento de Imagem) | Beneficiaria Lula | 19% | — |
| Encontro Lula-Trump (Fortalecimento de Imagem) | Beneficiaria Trump | 16% | — |
| Encontro Lula-Trump (Fortalecimento de Imagem) | Nenhum dos dois | 23% | — |
| Encontro Lula-Trump (Expectativa sobre Tarifa de 50%) | Sim, a tarifa vai diminuir | 40% | — |
| Encontro Lula-Trump (Expectativa sobre Tarifa de 50%) | Não, a tarifa será mantida | 37% | — |
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