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O advogado Sérgio Queiroz participou recentemente de um evento promovido pela ANB, onde compartilhou sua trajetória profissional e discutiu temas relevantes sobre o futebol no Rio de Janeiro.
Durante sua palestra, Queiroz enfatizou a importância dos recomeços em sua carreira, destacando que o sucesso atual é resultado de persistência e superação de desafios.
Ele também abordou sua atuação como presidente da Sexta Comissão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), ressaltando o papel fundamental desse órgão na manutenção da ética e disciplina no esporte.
Ao comentar sobre o cenário atual do futebol carioca, Queiroz expressou otimismo, mencionando que, apesar de algumas dificuldades enfrentadas por clubes como o Vasco, a implementação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF) tem potencial para revitalizar o esporte na região.
"Eu acho que o futebol do Rio de Janeiro, de uma maneira geral, tá muito bem. Todas as quatro equipes estão indo bem no campeonato, a exceção um pouco do Vasco", declarou o advogado durante entrevista exclusiva.
O presidente da Sexta Comissão do TJD demonstrou particular entusiasmo com a transformação dos clubes tradicionais em empresas por meio da lei das SAFs.
Segundo Queiroz, essa mudança estrutural representa uma oportunidade única para que os grandes clubes cariocas recuperem o protagonismo histórico no Campeonato Brasileiro.
"Eu tenho grande esperança de que o futebol do Rio de Janeiro, com a aplicação das SAFs, os clubes transformando-se em empresa, em sociedade anônima, todos possam voltar a ter aquele protagonismo que sempre tiveram", afirmou.
Durante a conversa, Queiroz foi questionado sobre a situação dos clubes menores do estado, tradicionalmente conhecidos como "times de bairro", que incluem equipes históricas como Madureira, Olaria, Bonsucesso e São Cristóvão.
O advogado reconheceu que esses clubes "acabaram perdendo um pouco a sua força" devido à concentração do futebol carioca nos quatro grandes times, mas destacou mudanças positivas no horizonte.
O especialista em direito desportivo citou exemplos concretos de transformação no cenário dos clubes menores.
O Americano de Campos está em processo de conversão para SAF, o que deve atrair "grandes investimentos" para a agremiação.
Da mesma forma, o tradicional Olaria também está se transformando em Sociedade Anônima do Futebol, sinalizando uma nova era para esses clubes históricos que marcaram gerações de torcedores cariocas.
Além desses casos, Queiroz elogiou a gestão do Novo Iguaçu, destacando o trabalho desenvolvido pelo presidente do clube, que classificou como "um grande amigo".
Essa menção evidencia a importância das relações pessoais e da gestão competente no desenvolvimento do futebol regional, fatores que podem ser potencializados com a profissionalização proporcionada pelas SAFs.
A palestra de Sérgio Queiroz na ANB também abordou aspectos pessoais de sua trajetória profissional, enfatizando os múltiplos recomeços que marcaram sua carreira. "Falei um pouco de recomeço, falei sobre todas as vezes que eu tive que recomeçar.
Quem vê hoje você numa posição relativamente boa na vida acha que foi fácil", revelou o advogado, transmitindo uma mensagem inspiradora sobre perseverança e determinação.
Como presidente da Sexta Comissão do Tribunal de Justiça Desportiva, Queiroz tem papel fundamental na resolução de conflitos e na aplicação da justiça desportiva no Rio de Janeiro.
Sua experiência nesse cargo lhe confere autoridade para analisar o cenário do futebol carioca sob a perspectiva jurídica e administrativa, oferecendo insights valiosos sobre os desafios e oportunidades do esporte na região.
A implementação das SAFs no futebol brasileiro representa uma revolução no modelo de gestão dos clubes, permitindo a entrada de investidores privados e a profissionalização da administração.
No Rio de Janeiro, essa transformação pode ser especialmente significativa para clubes que enfrentam dificuldades financeiras há décadas, oferecendo nova perspectiva de sustentabilidade e crescimento.
O otimismo de Queiroz reflete uma tendência observada em outros estados brasileiros, onde clubes que adotaram o modelo SAF conseguiram atrair investimentos significativos e melhorar sua competitividade.
Exemplos como Cruzeiro, em Minas Gerais, e Bahia, na Bahia, demonstram o potencial transformador dessa modalidade empresarial no futebol nacional.

Por; Robson Talber, @robsontalber, repórter Henrique Pianta. @piantahp
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