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por Guilherme Amado
A decisão do presidente Lula de manter Geraldo Alckmin como vice na chapa de 2026 passou não apenas por afinidade política e estabilidade na relação entre os dois, mas também por um cálculo pragmático: não havia, no horizonte, um nome capaz de agregar mais apoios concretos do que o atual vice. A avaliação feita por interlocutores do presidente é que, em termos de capilaridade política e segurança eleitoral, Alckmin segue sendo a opção que oferece menor risco e maior previsibilidade. Entre os nomes que se colocaram informalmente no debate, especialmente dentro do MDB, Helder Barbalho e Renan Filho chegaram a ser mencionados como alternativas. Mas nenhum dos dois teria força para garantir a adesão formal do MDB à chapa, devido ao peso e influência de São Paulo/ Michel Temer/ Baleia Rossi na legenda.
Também pesou o equilíbrio dentro da própria base. Entre os partidos que devem compor a coligação com o PT —só legendas de esquerda — o maior é o PSB, partido de Alckmin. Ainda que houvesse, no campo das hipóteses, a possibilidade de buscar um nome de fora da política tradicional, a substituição do vice sem a justificativa concreta de atrair um partido de centro, como o MDB, poderia gerar uma crise sem volta com o PSB, partido longe de ter o peso de um MDB, mas relevante para Lula em diferentes praças.
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