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Autoridades de saúde e especialistas voltaram a emitir alertas após a identificação, no Brasil, de uma das superbactérias consideradas mais resistentes e perigosas do mundo. O caso reacendeu o debate sobre o avanço da resistência bacteriana e os riscos provocados pelo uso indiscriminado de antibióticos.
A preocupação aumentou após registros em unidades hospitalares envolvendo pacientes contaminados por microrganismos resistentes a praticamente todos os tratamentos disponíveis. Em um dos casos mais recentes, um bebê prematuro morreu após infecção em uma UTI neonatal no Rio Grande do Sul, enquanto outros recém-nascidos também apresentaram resultado positivo para a bactéria.
Especialistas afirmam que as chamadas superbactérias representam uma das maiores ameaças globais à saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2050, infecções resistentes a antibióticos poderão causar milhões de mortes por ano em todo o mundo, superando até mesmo diversos tipos de câncer.
Entre os fatores que contribuem para o avanço dessas bactérias estão o uso excessivo de antibióticos, falhas em protocolos hospitalares e a disseminação rápida de genes de resistência entre diferentes microrganismos. Pesquisas recentes também apontam que mudanças climáticas e períodos de seca podem favorecer o fortalecimento de bactérias resistentes no solo e em ambientes hospitalares.
Hospitais brasileiros têm reforçado medidas de contenção, isolamento e controle sanitário para evitar novos surtos. Infectologistas destacam que o uso racional de antibióticos e o fortalecimento da vigilância epidemiológica são considerados fundamentais para reduzir os riscos de disseminação.
Fonte: Diário do Comércio
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