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Máquinas e operários circulam pela via, espalhando asfalto, mas os problemas estruturais da região continuam completamente ignorados. A comunidade denuncia que a obra em andamento não atende às reais necessidades do local. O maior problema, de acordo com os moradores, é o sistema de escoamento de águas pluviais e esgoto, que está há anos sem manutenção adequada. A troca das manilhas antigas e deterioradas nunca foi feita, e o resultado são ruas constantemente alagadas, calçadas destruídas pelo esgoto e um sentimento de abandono por parte do poder público.
“Essa rua sempre sofreu com esgoto entupido. Quando chove, ninguém consegue sair de casa. Já fiz diversos pedidos à Prefeitura. Minha calçada estourou toda por causa do esgoto, e até agora nada foi feito. Nem meio-fio estão colocando. Estão simplesmente jogando asfalto por cima de tudo como se isso resolvesse”, relatou Rosângela, moradora da rua há mais de 15 anos.
Assim como Rosângela, outros moradores também manifestaram seu descontentamento segurando cartazes com frases como:
“Do que adianta só jogar asfalto? Troque as manilhas, Léo Vieira.”
“Não queremos farelo de asfalto! Queremos obras com dignidade.”
As falas da comunidade evidenciam a insatisfação generalizada com o que chamam de “obra de maquiagem”. Eles argumentam que o asfaltamento sem o devido preparo da rede de drenagem é apenas uma medida eleitoreira, que visa gerar imagem de eficiência sem resolver o problema de verdade.
“O asfalto vai estourar quando chover forte. É só esperar a primeira enchente”, disse outro morador, que preferiu não se identificar.
O prefeito Léo Vieira, citado diretamente nos cartazes, é cobrado para que assuma uma postura mais responsável diante das reais demandas da população. Os moradores pedem respeito, dignidade e obras completas, que incluam a troca das manilhas, melhoria do escoamento de água e reurbanização verdadeira do bairro, não apenas uma camada de asfalto.
Enquanto isso, a comunidade segue convivendo com o esgoto a céu aberto, buracos camuflados por uma fina camada de asfalto e a certeza de que, se nada for feito com responsabilidade, os problemas voltarão a se repetir nas próximas chuvas.
Por Maicon Salles
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