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Infomoney
O brasileiro acordou hoje com um novo capítulo na 'novela' do sistema financeiro nacional.
Exatamente três meses após a liquidação do Banco Master, o Banco Central (BC) encerrou oficialmente as atividades do Banco Pleno.
A decisão foi tomada porque o banco ficou sem dinheiro para pagar seus compromissos (falta de liquidez) e desobedeceu ordens de segurança do próprio BC.
O Banco Pleno, que já teve os nomes de Indusval e Voiter, pertencia ao grupo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. No segundo semestre de 2025, o banco foi vendido para Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
O problema central é que o Pleno herdou R$6 bilhões em dívidas (títulos de CDB) do Master. Augusto Lima tentou reerguer o banco criando novas carteiras de crédito, mas não conseguiu atrair investidores nem vender bens suficientes para pagar o que devia.
Sem dinheiro novo entrando e com os juros altos, o banco ficou sem caixa para honrar os pagamentos.
Até o momento, o Banco Pleno não se pronunciou sobre a decisão.
Desdobramentos do Caso Master
A queda do Pleno é um novo desdobramento da sequência de intervenções do banco central desde o final de 2025.
A linha do tempo dos últimos acontecimentos:
De acordo com o BC, embora o Pleno seja considerado o risco de que seus problemas contaminassem o restante do mercado financeiro apressou a decisão de fechá-lo.
Prejuízo recorde no Fundo Garantidor (FGC)
Este caso é agora o maior da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o "seguro" que protege os investidores caso o banco seja liquidado ou sofra intervenções.
Somente no Banco Pleno, são 160 mil clientes com direito a receber seu dinheiro de volta, totalizando quase R$5 bilhões.
Somando as quedas do Master, do Will Bank e do Pleno, o prejuízo total acumulado já chega a R$51,8 bilhões apenas em pagamentos de garantias.
Quem tinha dinheiro em CDB, LCI, LCA ou Poupança no Banco Pleno recebe até o limite de R$250 mil por CPF.
O FGC orienta que os clientes baixem o aplicativo oficial, façam o cadastro e indiquem uma conta para o depósito, que será feito 100% online.
Leia a íntegra do comunicado do BC
“O Banco Central decretou hoje, 18 de fevereiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., com a extensão do regime especial à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A., entidades integrantes do conglomerado prudencial Pleno.
Trata-se de conglomerado de porte pequeno e enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Pleno.
O conglomerado detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.
O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada.”
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