Bernardo Waller expande centenário Parque Shanghai para Miguel Pereira com atração inédita de neve

Empresário à frente do parque mais antigo em operação do Brasil revela planos ambiciosos para a serra fluminense; Estamos levando alegria e primeiro acesso à cultura, destaca

Em meio às celebrações do terceiro aniversário da Associação de Negócios do Brasil (ANB), o empresário Bernardo Waller compartilhou com exclusividade os planos de expansão do histórico Parque Shanghai, reconhecido como o parque de diversões mais antigo em operação do Brasil.

"O Parque Shanghai é o parque mais antigo em operação do Brasil."

A gente ganhou essa chancela lá na Itália. São 106 anos esse ano", revelou Waller em entrevista ao Jornal da República e Última Hora Online. Localizado atualmente na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, o icônico parque que já passou por locais emblemáticos da cidade, como o terreno onde hoje funciona o Aeroporto Santos Dumont e a Quinta da Boa Vista, agora se prepara para levar sua magia também para a região serrana fluminense, com novidades que prometem surpreender visitantes de todas as idades.

A primeira atração confirmada para Miguel Pereira já está em funcionamento: um carrossel instalado na famosa Rua Torta, ponto turístico da cidade serrana. "Quem for lá em Miguel Pereira já pode estar visitando a gente ali na Rua Torta, que é um ponto turístico lindo", convida o empresário. Porém, o que realmente chamou atenção durante a entrevista foi a menção a uma misteriosa atração relacionada à neve.

Sem revelar detalhes, Waller deixou no ar a expectativa: "Estamos trazendo algumas atrações novas para a cidade também." Um pouco de segredo.

E esse da neve não posso contar. Esse vai chamar bastante atenção", provocou, demonstrando confiança no potencial de atratividade da novidade que está sendo preparada para os visitantes da região serrana.

Ao falar sobre a importância cultural e social do Parque Shanghai, Bernardo destacou o papel da atração como espaço de lazer acessível para comunidades da zona norte e Baixada Fluminense.

"Estamos há alguns anos ali."

A gente fala que o Shanghai é o quintal da população da zona norte, da Penha. Então a gente tá levando alegria, primeiro acesso, às vezes, à cultura para o pessoal da comunidade, do bairro, da zona norte", explicou o empresário. Esta dimensão social do empreendimento revela como os parques de diversões tradicionais ultrapassam a simples função de entretenimento, tornando-se também importantes centros de convivência e democratização do acesso à cultura e lazer em regiões onde as opções são limitadas.

A longevidade do Parque Shanghai é notável no cenário do entretenimento brasileiro, em um setor onde muitos empreendimentos similares não resistiram às transformações urbanas e econômicas. Com seus 106 anos de história, o parque já recebeu o reconhecimento internacional de sua relevância histórica, como mencionado por Waller:

"A gente ganhou essa chancela lá na Itália."

Esta certificação não apenas valida a importância histórica do empreendimento, mas também evidencia seu valor como patrimônio cultural vivo, que se adapta e se reinventa para continuar relevante para novas gerações. A presença na Penha por seis décadas estabeleceu o parque como parte indissociável da paisagem e da memória afetiva de muitos cariocas.

A expansão para Miguel Pereira representa um novo capítulo na história centenária do Parque Shanghai, que busca levar sua experiência bem-sucedida da capital para o interior do estado.

Com a estratégia de se instalar em pontos turísticos já consolidados, como a Rua Torta, o empreendimento parece apostar na sinergia entre atrações existentes e novas experiências para atrair tanto os turistas habituais da região serrana quanto os frequentadores fiéis do parque na capital.

Para quem deseja acompanhar as novidades e a história do Parque Shanghai, Bernardo Waller indicou as redes sociais oficiais: "@parkshangai no Instagram e no TikTok também". A expansão do parque centenário demonstra como tradição e inovação podem caminhar juntas, mantendo viva a magia dos parques de diversões tradicionais em tempos de entretenimento digital.

Por Robson Talber @robsontalber repórter Miguel Lemos @djportugues

Por Ultima Hora em 15/06/2025
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