Brasil ultrapassa Israel e Alemanha em ranking militar global e entra no top 11 das forças armadas mais poderosas

Brasil ultrapassa Israel e Alemanha em ranking militar global e entra no top 11 das forças armadas mais poderosas

Ranking global que avalia capacidade militar coloca o Brasil entre as maiores potências do planeta, superando países tradicionalmente associados a forte poder bélico, enquanto especialistas analisam fatores como orçamento, efetivo, indústria e infraestrutura estratégica que sustentam essa posição internacional.

Escrito porAlisson Ficher

 

Brasil ultrapassa Israel e Alemanha em ranking militar global e entra no top 11 das forças armadas mais poderosas

Brasil sobe no ranking militar global e aparece à frente de Israel, Alemanha e Irã, destacando força das Forças Armadas e capacidade. (Imagem: Reprodução/Ministério da Defesa)

Em um mundo cada vez mais marcado por disputas geopolíticas, guerras regionais e avanço acelerado de tecnologias militares, medir o poder de uma nação deixou de ser apenas uma questão de armamentos.

Hoje, fatores como capacidade industrial, logística militar, efetivo das tropas e infraestrutura estratégica também entram no cálculo quando analistas avaliam a força de um país no cenário internacional.

Nesse contexto, rankings globais de poder militar tornaram-se uma forma de observar como cada país se posiciona diante das transformações do ambiente de segurança mundial.

O Brasil apareceu recentemente entre as maiores potências militares do planeta e passou a ocupar a 11ª posição em um ranking global de forças armadas, ficando à frente de países como Israel, Alemanha e Irã.

Segundo informações divulgadas pela Band, a classificação considera diversos indicadores militares e estratégicos, que vão desde o número de soldados ativos até a capacidade industrial de sustentar um eventual esforço de guerra.

O resultado reforça a posição do Brasil como uma das principais forças militares do hemisfério sul e um dos países com maior estrutura de defesa da América Latina.

Como funciona o ranking de poder militar

O levantamento que posiciona o Brasil entre as principais potências militares do mundo leva em conta diversos critérios técnicos usados para medir a capacidade de defesa e ataque de cada país.

Entre os fatores analisados estão o tamanho das forças armadas, o orçamento de defesa, o número de equipamentos militares e a capacidade logística das forças terrestres, aéreas e navais.

Também entram no cálculo aspectos estruturais como a indústria nacional, a infraestrutura estratégica e a possibilidade de mobilização em caso de conflito.

No caso brasileiro, um dos pontos destacados é o tamanho do efetivo militar.

O país possui centenas de milhares de militares distribuídos entre Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira (FAB), além de reservas mobilizáveis em caso de emergência.

Outro fator relevante é o orçamento de defesa, que ultrapassa os US$ 26 bilhões por ano, valor que coloca o Brasil entre os maiores investidores militares do mundo.

A combinação desses elementos contribui para posicionar o país entre as principais forças militares globais.

Os 20 países mais poderosos militarmente

De acordo com os dados divulgados pela reportagem, o ranking internacional apresenta a seguinte lista das maiores potências militares da atualidade:

  1. Estados Unidos
  2. Rússia
  3. China
  4. Índia
  5. Coreia do Sul
  6. Reino Unido
  7. França
  8. Japão
  9. Turquia
  10. Itália
  11. Brasil
  12. Paquistão
  13. Indonésia
  14. Alemanha
  15. Israel
  16. Irã
  17. Austrália
  18. Espanha
  19. Egito
  20. Ucrânia

O posicionamento brasileiro chama atenção especialmente por colocar o país à frente de nações tradicionalmente associadas a grande poder militar e tecnologia avançada, como Alemanha e Israel.

Indústria e território ampliam capacidade estratégica

Analistas apontam que o poder militar de um país não depende apenas de armamentos ou orçamento anual.

A capacidade industrial e a dimensão territorial também desempenham papel importante em qualquer cenário de guerra.

Nesse aspecto, o Brasil possui algumas características consideradas estratégicas.

Por ser um país de dimensões continentais, o território brasileiro oferece profundidade geográfica, o que pode dificultar eventuais operações militares externas.

Além disso, o país conta com uma base industrial diversificada, que inclui setores como metalurgia, manufatura, química, borracha, papel e celulose.

Em um cenário de conflito, parte dessa estrutura poderia ser convertida para produção militar, ampliando rapidamente a capacidade de abastecimento das Forças Armadas.

Segundo especialistas citados na reportagem, essa capacidade de adaptação industrial é um dos elementos que contribuem para a posição brasileira no ranking.

Em guerras prolongadas, países com indústria diversificada conseguem sustentar operações militares por mais tempo, produzindo equipamentos, peças e suprimentos essenciais.

Lula defende maior investimento em defesa

A posição estratégica do Brasil no cenário internacional também tem levado o governo a discutir o fortalecimento das capacidades militares.

Durante encontro realizado no Palácio do Planalto com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a importância de manter o país preparado para defender sua soberania.

Segundo Lula, investir em defesa não significa buscar conflito, mas sim garantir a capacidade de dissuasão.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou o presidente durante o encontro.

Na visão do governo, o fortalecimento das Forças Armadas funciona como um mecanismo de dissuasão estratégica, ou seja, uma forma de desencorajar possíveis ameaças externas antes mesmo que elas ocorram.

Defesa forte, mas com tradição diplomática

Apesar da posição relevante no ranking militar, o Brasil historicamente mantém uma postura diplomática voltada para a resolução pacífica de conflitos.

Especialistas destacam que o país tradicionalmente aposta em negociações internacionais e cooperação multilateral como principais instrumentos de política externa.

Mesmo com capacidade militar significativa, o Brasil raramente adota uma postura agressiva no cenário internacional, priorizando acordos diplomáticos e participação em organismos multilaterais.

Esse equilíbrio entre capacidade militar e diplomacia é frequentemente apontado como uma das características da política externa brasileira ao longo das últimas décadas.

Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras reconhecem que o cenário global tem se tornado mais instável, com conflitos regionais, disputas por recursos naturais e aumento das tensões geopolíticas.

Diante desse contexto, o debate sobre investimentos em defesa nacional tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões estratégicas do país.

Por Ultima Hora em 12/03/2026
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