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Cândida Marcial, diretora do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), marcou presença no lançamento do programa inovador da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), destinado a treinar e capacitar gestores do setor. A iniciativa, que contará com certificação internacional, é vista como crucial para elevar o nível de gestão, impulsionar a inovação e modernizar as práticas na construção civil local, alinhando-as às tendências globais. A própria Cândida será uma das alunas da primeira turma, demonstrando o engajamento e a relevância prática da formação proposta.
"Este é um trabalho que a FIBRA está desenvolvendo junto com o Sinduscon-DF e o Sindmóveis-DF (Sindicato das Indústrias de Madeira e Mobiliário do DF)", explicou Cândida. "Existe uma necessidade latente em todos os empresários de como ter uma boa liderança em seu sistema, como realmente gerenciar suas equipes e processos de forma eficaz. Nossa grande dificuldade é que muitos empresários, e até mesmo gestores intermediários, estão focados mais no trabalho operacional do dia a dia do que, de fato, na liderança estratégica, na otimização de processos e na visão de futuro para o negócio."
O curso visa preencher essa lacuna fundamental, capacitando os gestores a desenvolverem habilidades essenciais como comunicação assertiva, capacidade de fornecer feedback construtivo, aprimorarem o trabalho em equipe, a tomada de decisões baseada em dados e, crucialmente, a inovarem com a adoção e implementação eficaz de novas tecnologias e ferramentas digitais. "Estamos ansiosos para conhecer os novos sistemas, as novas ferramentas que podemos utilizar, e compreender melhor como aplicá-las de forma integrada aos nossos fluxos de trabalho. O interessante neste projeto é que ele tem uma abordagem prática: já teremos resultados e implementações ao final desses três meses. Não é apenas teoria; vamos entender o que estamos fazendo, mas já implementando mudanças concretas nas empresas para chegar com um resultado final palpável, mensurável, como melhoria de indicadores de produtividade ou redução de desperdício", detalhou a diretora.
A certificação internacional é outro ponto de destaque, agregando um valor significativo ao programa. Ela tem o potencial de ampliar as perspectivas dos profissionais e atestar a capacitação técnica e gerencial dos empresários e gestores contra benchmarks globais. Isso não só eleva o padrão local, mas também pode abrir portas para novas oportunidades de negócio e parcerias, inclusive para atuação em mercados ou projetos que exigem aderência a padrões internacionais de gestão e qualidade. Cândida Marcial informou que, devido ao grande interesse e à reconhecida qualidade da proposta, a primeira turma já teve suas vagas preenchidas rapidamente, demonstrando a alta demanda por essa qualificação no mercado. "Essa turma já foi um sucesso, inclusive já encerrou as inscrições porque lotou em poucos dias. Mas a FIBRA está planejando novas turmas, e em breve apresentará os contatos e procedimentos para que possam haver novas inscrições", garantiu.
Reconhecendo a pujança e o dinamismo da construção civil no Distrito Federal, um mercado com desafios e oportunidades únicas, Cândida enfatizou a importância da melhoria contínua e da adaptação. "Temos que sempre nos atualizar, nos capacitar, verificar o que está acontecendo de mais moderno no mundo, entender todo o processo de industrialização que está ocorrendo nas empresas mais avançadas e como podemos atingir níveis internacionais em nossos processos, seja em eficiência, qualidade ou sustentabilidade. A construção civil do DF está participando ativamente desse evento de lançamento e vamos continuamente participar de outros programas e iniciativas voltadas para melhorias contínuas e inovação."
Abordando o tema da industrialização na construção e a comparação com feitos impressionantes observados em outros países, como a construção acelerada de edifícios, Cândida Marcial foi direta e enfática: "Essa é uma grande discussão que estamos seguindo na construção civil brasileira e, em particular, no DF. Estamos enfrentando uma grande dificuldade de mão de obra qualificada no canteiro, o que torna o processo de industrialização uma necessidade de fato, não mais uma opção de longo prazo. A industrialização, que envolve a produção de componentes ou módulos fora do canteiro em ambientes controlados, traz ganhos enormes em velocidade, qualidade, segurança e redução de desperdício. Só que, para implementar isso com sucesso, a empresa precisa ter bons processos internos, bem definidos e otimizados. Se ela não tem aquela velha e essencial tríade de processos bem estruturados, pessoas capacitadas e engajadas, e tecnologias adequadas e integradas, ela simplesmente não consegue chegar nesse patamar de industrialização eficiente. Não adianta sonhar com a construção modular ou pré-fabricação em larga escala se a sua estrutura de gestão e operação da empresa não está adequada e preparada para essa mudança. Por isso, temos que nos preparar intensamente com cursos, capacitações e, acima de tudo, uma mudança de mindset gerencial."
Questionada se o problema para a modernização reside mais na gestão e na capacitação dos líderes ou na falta de capital de giro para investir em tecnologia e equipamentos, a diretora do Sinduscon-DF considerou ser uma "complexidade de todas as estruturas", um ciclo onde a falta de um impacta o outro. No entanto, reiterou a urgência da modernização e da adoção de novas abordagens: "O fato é que a industrialização e a digitalização são o principal ponto que está sendo discutido hoje na construção civil global. Ou a gente vai seguir com isso, e aí vai entrar com novas tecnologias como o sistema BIM (Building Information Modeling) de forma integrada em todo o ciclo de vida do projeto, em processos diferenciados que a empresa vai ter para chegar no nível de uma tecnologia diferenciada e competitiva... É fato, a gente tem que seguir isso. Não temos mais alternativa se quisermos ser competitivos e sustentáveis a longo prazo. Isso não é para o futuro distante, é para agora. É para ontem, inclusive, dada a velocidade das transformações e dos desafios que enfrentamos."

Reportagem: Última Hora / Jornal da República ComBrasilTv
Por Robson Talber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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