Carlos Favoreto, CEO do Campo Olímpico de Golfe, leva prêmio no Tô na Fama e celebra uma década de gestão que manteve o legado olímpico de pé.

Dos Jogos Olímpicos ao World Golf Awards: a gestão que fez do campo da Barra referência mundial em golfe e preservação ambiental

A mansão Santa Cecília, no Rio de Janeiro, foi palco da 3ª edição do Troféu Tô na Fama, premiação que reconhece artistas, influenciadores, empresários e personalidades de destaque no Brasil.

Realizada em 27 de julho de 2026, a cerimônia celebrou também os quatro anos da marca criada pelo CEO Thiago Michelasi.

Entre os homenageados da noite — e talvez um dos mais simbólicos — estava Carlos Favoreto, CEO do Campo Olímpico de Golfe, que recebeu o prêmio pelo segundo ano consecutivo.

É pelo segundo ano consecutivo que estou recebendo, então a importância é dobrada. É um prêmio que prestigia os melhores do ano.

Estar novamente recebendo significa que estamos no caminho certo, executando o nosso trabalho, gerando renda, gerando empregos — e é isso que me satisfaz", afirmou Favoreto, com o troféu em mãos.

O único legado esportivo que funciona em plenitude

A declaração de Favoreto no palco ecoa um fato pouco celebrado, mas de enorme significado para a cidade: o Campo Olímpico de Golfe, localizado na Barra da Tijuca, é reconhecido pelo próprio gestor como "o único legado esportivo funcionando na sua plenitude" entre todos os equipamentos construídos para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Enquanto estádios, arenas e complexos esportivos erguidos para a Olimpíada enfrentam problemas de subutilização, abandono ou reconversão de uso, o campo de golfe de 97 hectares às margens da Lagoa Marapendi mantém operação integral — com campeonatos internacionais, programas sociais, visitação turística e atividades gastronômicas.

O empreendimento foi certificado pela GEO Foundation for Sustainable Golf, organização internacional que atesta práticas sustentáveis em campos de golfe ao redor do mundo.

Estrangeiros e empregos: a gestão que deu certo.

Favoreto chegou à gestão do campo há exatos 10 anos. No dia 8 de agosto de 2016, o campo recebia seu primeiro grande evento: a disputa olímpica de golfe, vencida pelo inglês Justin Rose, que levou a medalha de ouro.

De lá para cá, o local se consolidou como um dos mais premiados do mundo, tendo vencido o World Golf Awards nas edições de 2020, 2023, 2024 e 2025 — feito que o coloca entre os melhores campos de golfe do planeta.

"Nós estamos fazendo 10 anos de gestão agora no dia 1º de agosto. No dia 8 de agosto foi quando teve o primeiro hole-in-one, o Justin Rose, o inglês, que ganhou inclusive a medalha de ouro. "Se passaram 10 anos já", relembra.

Sob sua administração, o campo gera mais de 250 postos de trabalho diretos e indiretos, entre funcionários fixos e prestadores de serviço. O impacto econômico se estende a fornecedores locais, empresas de turismo e ao mercado imobiliário da região da Barra da Tijuca.

Engenheiro agrônomo, empresário e professor.

Carlos José Ruffato Favoreto não é um empresário tradicional do esporte. Sua formação é em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com doutorado em Ciência, Tecnologia e Inovação em Agropecuária.

A carreira atravessa áreas que vão da gestão ambiental à mineração, passando por saneamento, construção civil e turismo.

Hoje, Favoreto é CEO da ECP Environmental Solutions, consultoria especializada em engenharia ambiental que atua em projetos de infraestrutura, aterros sanitários e recuperação de áreas degradadas.

A empresa esteve à frente de parte significativa das soluções ambientais implementadas no campo de golfe — incluindo o manejo de fauna, o reflorestamento de restinga e a gestão sustentável dos recursos hídricos.

O trabalho ambiental do campo inclui o monitoramento de espécies nativas, a recuperação de vegetação de restinga e a manutenção de corredores ecológicos ao longo da Lagoa Marapendi.

O campo abriga uma das maiores áreas verdes contínuas da região, funcionando como pulmão ecológico em uma zona de forte adensamento urbano.

Duas medalhas e uma visão.

Favoreto acumula duas das mais altas honrarias do estado e do município do Rio de Janeiro: a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal, e a Medalha Tiradentes, entregue pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Ambas reconhecem sua contribuição ao meio ambiente, à agronomia e ao desenvolvimento sustentável fluminense.

Ele também preside o Instituto Clima, organização voltada à promoção de políticas ambientais e climáticas, e o conselho da Fundação São Francisco de Assis. É ainda conselheiro ou investidor em cerca de 18 empresas que cobrem setores como mineração, saneamento, construção civil, turismo e lazer.

Rio+Agro: a ponte entre agronegócio e sustentabilidade.

Paralelamente à gestão do campo de golfe, Favoreto idealizou e preside o Rio+Agro — Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável, que realiza edições anuais no Riocentro.

O evento reúne especialistas, empresários, pesquisadores e formuladores de políticas públicas para discutir a integração entre produção agropecuária e preservação ambiental.

A segunda edição do fórum aconteceu em outubro de 2025 e consolidou o evento como um dos principais encontros do setor no Brasil.

A proposta de Favoreto é criar pontes entre o agronegócio — muitas vezes visto como antagonista da agenda ambiental — e as soluções de sustentabilidade que podem tornar a produção mais eficiente e menos impactante.

Empreender no Brasil: entre a carga tributária e a confiança

Favoreto não esconde as dificuldades de empreender no país. Durante a entrevista, fez questão de destacar os desafios enfrentados por quem gera empregos no Brasil.

"Empreender no Brasil está cada vez mais difícil, com essa carga tributária gigante, com esses problemas todos que a gente está vendo por aí. Mas a gente é confiante. Eu acredito muito no Brasil. Dias melhores virão."

O otimismo, no entanto, vem acompanhado de pragmatismo. "Receber um prêmio como esse me estimula", disse, conectando o reconhecimento público à energia necessária para seguir investindo e gerando trabalho em um ambiente de negócios hostil.

O recado à equipe

Favoreto encerrou a participação no evento com mensagem direta aos 250 profissionais que mantêm o campo em operação. "Para vocês do Campo Olímpico, obrigado por terem me apoiado até então. Estamos aí juntos, fazendo 10 anos de gestão.

O meu muito obrigado pela oportunidade, pelo esforço de a gente ter conseguido ser, de fato e de direito, o único legado esportivo funcionando na sua plenitude."

O Campo Olímpico de Golfe está aberto para visitação, eventos, prática esportiva e programas sociais. O perfil oficial no Instagram (@campoolimpicodegolfe) acompanha as atividades e novidades do equipamento, que se tornou símbolo de que legados olímpicos podem, sim, dar certo quando a gestão é profissional e ambientalmente responsável.

Perfil Carlos Favoreto

Carlos José Ruffato Favoreto é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com doutorado em Ciência, Tecnologia e Inovação em Agropecuária.

É CEO da ECP Environmental Solutions, consultoria de engenharia ambiental, e presidente do Campo Olímpico de Golfe, único campo olímpico do mundo, onde completou 10 anos de gestão em agosto de 2026. Idealizador e presidente do Rio+Agro, fórum internacional de desenvolvimento agroambiental sustentável.

Recebeu a Medalha Pedro Ernesto (Câmara Municipal do Rio) e a Medalha Tiradentes (Alerj) por contribuições ao meio ambiente e à agronomia.

Preside o Instituto Clima e o conselho da Fundação São Francisco de Assis. O Campo Olímpico de Golfe foi vencedor do World Golf Awards em 2020, 2023, 2024 e 2025, e é certificado pela GEO Foundation for Sustainable Golf.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial

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Por Ultima Hora em 28/07/2026
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