Cobrança sem água: moradores de Nova Iguaçu denunciam contas altas mesmo sem abastecimento regular

Consumidores relatam pagar por serviço que não recebem; especialista aponta possível irregularidade

Cobrança sem água: moradores de Nova Iguaçu denunciam contas altas mesmo sem abastecimento regular

Moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, vêm denunciando cobranças consideradas abusivas nas contas de água emitidas pela concessionária Águas do Rio, mesmo em locais onde o abastecimento é irregular ou inexistente.

Segundo relatos, há casos em que residências ficam dias — e até semanas — sem fornecimento de água, mas continuam recebendo faturas com valores elevados. Em algumas situações, moradores afirmam que o serviço não é prestado de forma contínua, apesar da cobrança mensal.

Para o advogado Fabio D’Avila, a prática pode configurar irregularidade. “O consumidor não pode ser cobrado por um serviço que não é efetivamente prestado. A cobrança deve estar vinculada à disponibilidade real do serviço”, afirma.

O especialista explica que o fornecimento de água é considerado serviço essencial e deve obedecer aos princípios de continuidade e eficiência. “Quando há falha recorrente no abastecimento, o consumidor tem o direito de questionar os valores cobrados”, completa.

Além das cobranças, moradores também relatam dificuldades para resolver o problema pelos canais de atendimento. Muitos afirmam que registram reclamações, mas não conseguem solução concreta.

De acordo com Fabio D’Avila, dependendo do caso, o consumidor pode buscar a revisão da cobrança e até a devolução de valores pagos indevidamente. “É importante guardar as faturas, anotar protocolos de atendimento e, sempre que possível, registrar a falta de abastecimento”, orienta.

A situação tem gerado revolta entre moradores de Nova Iguaçu e reacende o debate sobre a qualidade dos serviços de saneamento básico na região, especialmente em áreas mais afetadas pela irregularidade no fornecimento.

Especialistas destacam que cada caso deve ser analisado individualmente, levando em consideração o histórico de consumo e a realidade do abastecimento em cada bairro do município.

@fabiodavila.adv

Por: Arinos Monge.

Por Ultima Hora em 08/04/2026
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