Com 28 prefeitos o União Progressista emerge como força decisiva nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro e Canella e Luizinho podem quebrar as pernas do favoritismo de Paes

Juntos PL que posssui 22 prefeituras, o União que possui 12 prefeitos e Progressista que elegeu 16 prefeitos, podem alcançar mais de 50 prefeitos, e tirar a vantagem de Paes solidificada somente na Capital

Com 28 prefeitos o União Progressista emerge como força decisiva nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro e Canella e Luizinho podem quebrar as pernas do favoritismo de Paes

A disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro em 2026 ganha novos contornos com a crescente influência do União Progressista, que se posiciona como peça fundamental no tabuleiro político fluminense. O partido, que comanda importantes redutos eleitorais na Baixada Fluminense, pode ser o fiel da balança em uma eleição que promete ser marcada pelo embate entre direita e esquerda.

Segundo análises políticas, Eduardo Paes parte com ampla vantagem inicial, especialmente após sua expressiva votação na capital em 2024 e o apoio confirmado do presidente Lula.

No primeiro bloco eleitoral, que inclui Rio de Janeiro, São João de Meriti e Niterói, Paes acumula 2.352.793 votos, uma base sólida construída com o reforço de nomes como Rodrigo Neves e Léo Vieira.

A conexão com São João de Meriti se fortalece através dos vínculos familiares de Léo Vieira, que tem sua irmã como vereadora na base de Paes no Rio e seu irmão Luciano Vieira articulando para assumir o PSDB estadual.

No entanto, o cenário se equilibra quando analisamos o segundo bloco, formado por São Gonçalo, Cabo Frio e Itaboraí. Nessas cidades, o atual governo estadual demonstra força considerável, somando 589.044 votos contra apenas 70.586 de Paes.

São Gonçalo, sob comando de Capitão Nelson, representa um verdadeiro escudo eleitoral no Leste Fluminense, com 387.914 votos que dificultam a penetração de Paes na região. Cabo Frio, com Dr. Serginho, e Itaboraí, com Delaroli, completam essa barreira estratégica que pode ser decisiva para equilibrar a disputa.

O terceiro bloco revela onde o União Progressista concentra seu maior poder de fogo eleitoral. Cidades como Nova Iguaçu, Belford Roxo, Magé, Volta Redonda e Petrópolis não apenas representam um volume significativo de votos, mas também abrigam lideranças políticas de peso.

Márcio Canella, em Belford Roxo, tem se destacado pelos resultados nos primeiros oito meses de gestão e pela defesa da segurança pública, tema central no estado. Luizinho conta com o apoio estratégico de Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, figura capaz de unir a Baixada Fluminense. Renato Cozzolino, prefeito reeleito de Magé, mantém alta aprovação e reconhecida força eleitoral regional.

A estratégia do União Progressista passa pela indicação do vice-governador em uma chapa encabeçada pelo PL, movimento que mobilizaria cerca de 50 prefeituras sob comando de PL, União e PP.

Essa articulação ganha força considerando que o governador Castro deve disputar o Senado e precisa do apoio de Bolsonaro e do PL, oferecendo em troca o apoio a um nome liberal para sua sucessão. O PL, que comanda 21 prefeituras no estado, somado às 28 prefeituras do PP e União, formaria uma coligação robusta capaz de desafiar a hegemonia de Paes.

Contudo, todas essas projeções podem ser alteradas drasticamente caso Eduardo Paes decida compor a chapa presidencial de Lula em 2026. Esse movimento representaria um verdadeiro "xeque-mate" no tabuleiro político fluminense, transformando completamente as regras do jogo e obrigando todos os demais atores a redefinirem suas estratégias.

A possibilidade demonstra como a política permanece em constante movimento, onde uma única decisão pode alterar anos de planejamento e articulação.

Com informações de Eleições2026RJ 

Ralph Lichotti

#EduardoPaes #UniãoProgressista #Eleições2026 #RioDeJaneiro #MárcioCanella #Luizinho #RenátooCozzolino #Castro #Bolsonaro #Lula

Por Ultima Hora em 12/08/2025
Aguarde..