Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Por Oscar Müller
A Copa do Mundo FIFA 2026 ficará marcada como um dos maiores eventos esportivos de todos os tempos. Disputada pela primeira vez com 48 seleções e sediada de forma conjunta por Estados Unidos, Canadá e México, a competição ampliou o alcance global do futebol, registrou recordes de público e de partidas disputadas, além de proporcionar confrontos memoráveis do início ao fim.
Ao longo de 104 jogos, milhões de torcedores acompanharam uma edição histórica, que reuniu grandes estrelas do futebol mundial, revelou novos talentos e confirmou o alto nível de competitividade entre seleções tradicionais e equipes emergentes.

A grande campeã foi a Espanha, que conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em uma final marcada pelo equilíbrio e pela intensidade. O gol do título, marcado aos 106 minutos, coroou a excelente campanha da equipe comandada por Luis de la Fuente, que apresentou um futebol técnico, organizado e eficiente durante todo o torneio.

A Argentina, atual campeã até então, também protagonizou uma campanha de destaque. Liderada por Lionel Messi, a seleção eliminou adversários tradicionais no mata-mata e chegou à decisão em busca do tetracampeonato. Apesar do desempenho competitivo, os argentinos encontraram dificuldades diante da forte marcação espanhola e terminaram a competição com o vice-campeonato.
Na disputa pelo terceiro lugar, a Inglaterra levou a melhor sobre a França em uma partida eletrizante, vencendo por 6 a 4 e encerrando sua participação no pódio da competição.
Além dos finalistas, seleções como Noruega, Marrocos, Portugal, Bélgica, França e Brasil também chamaram a atenção por suas campanhas. A Noruega consolidou-se como uma das grandes surpresas da Copa, enquanto Marrocos voltou a demonstrar a evolução do futebol africano em competições internacionais.

O Brasil iniciou a competição cercado de expectativas e conseguiu avançar para as oitavas de final. Após vencer o Japão por 2 a 1, a equipe brasileira foi eliminada pela Noruega, que venceu por 2 a 1, encerrando a caminhada da Seleção na fase eliminatória.
A edição de 2026 também ficou marcada por números expressivos. Além do novo formato com 48 participantes, a competição registrou o maior número de partidas da história das Copas do Mundo e estabeleceu um novo recorde de público, com mais de seis milhões de espectadores presentes nos estádios dos três países-sede.

Kylian Mbappé

Lionel Messi

Erling Haaland
Individualmente, a Copa reuniu algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Jogadores como Kylian Mbappé, Lionel Messi, Erling Haaland, Jude Bellingham, Lamine Yamal, Harry Kane, Cristiano Ronaldo e Vinícius Júnior protagonizaram atuações de alto nível, confirmando a renovação do futebol internacional e mantendo elevado o nível técnico do torneio.

Jude Bellingham

Lamine Yamal

Harry Kane

Cristiano Ronaldo

Vinícius Júnior

Rodri da Espanha eleito o melhor jogador da Copa
Mais do que uma competição esportiva, a Copa do Mundo FIFA 2026 consolidou uma nova era para o futebol. O formato ampliado mostrou-se competitivo, aumentou a representatividade de diferentes continentes e proporcionou uma festa global que ficará eternizada na história do esporte. Com o bicampeonato da Espanha, o torneio encerrou-se reafirmando o futebol como o maior espetáculo esportivo do planeta e deixando um legado que servirá de referência para as próximas edições da Copa do Mundo.
Artilheiros da Copa
|
Posição |
Jogador |
Seleção |
Gols |
|
1º |
Kylian Mbappé |
França |
10 |
|
2º |
Lionel Messi |
Argentina |
8 |
|
3º |
Erling Haaland |
Noruega |
7 |
|
3º |
Jude Bellingham |
Inglaterra |
7 |
|
5º |
Harry Kane |
Inglaterra |
6 |
|
5º |
Ousmane Dembélé |
França |
6 |
|
7º |
Mikel Oyarzabal |
Espanha |
5 |
|
8º |
Vinícius Júnior |
Brasil |
4 |
|
8º |
Julián Quiñones |
México |
4 |
|
8º |
Ismaïla Sarr |
Senegal |
4 |
Prêmios individuais
Opinião I Oscar Müller
A Copa de 2026 mostrou que o futebol moderno é cada vez mais coletivo. A Espanha conquistou o título porque apresentou um projeto consistente, organização tática, equilíbrio entre juventude e experiência e uma identidade de jogo muito bem definida. Mais do que depender de uma única estrela, a equipe atuou como um verdadeiro conjunto durante toda a competição.
A ampliação do número de participantes tornou a Copa mais democrática e proporcionou oportunidades para países que raramente chegavam ao maior palco do futebol. Seleções como Marrocos e Noruega provaram que o cenário internacional está cada vez mais equilibrado e competitivo.
O Brasil continua produzindo talentos extraordinários, porém precisa consolidar um modelo de jogo que valorize o coletivo sem abrir mão da criatividade, característica histórica do nosso futebol. A eliminação precoce serve como aprendizado para o próximo ciclo mundial.
Na minha avaliação, outro aspecto marcante da Copa foi a despedida de uma geração histórica e a consolidação de novos protagonistas.
Messi, Cristiano Ronaldo e outros grandes ídolos deixaram mais um capítulo inesquecível em suas carreiras, enquanto jovens talentos assumiram definitivamente o protagonismo. A Copa de 2026 marcou o encontro entre duas gerações e mostrou que o futebol continuará em excelentes mãos.
O Mundial realizado em Estados Unidos, Canadá e México entrou para a história não apenas pelos recordes de público e pela expansão para 48 seleções, mas principalmente pela qualidade técnica apresentada em campo.
Foi uma Copa que uniu tradição e renovação. O futebol confirmou mais uma vez sua capacidade de emocionar bilhões de pessoas, ultrapassar fronteiras e fortalecer sua posição como o maior espetáculo esportivo do planeta.
Fotos: Marvin Ibo Guengoer - GES Sportfoto/Getty Images
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!