Coragem: Gabriel Monteiro com tornozeleira vira 'policial honorário' em arrombando de porta do estabelecimento clandestino em Parada de Lucas

Coragem: Gabriel Monteiro com tornozeleira vira 'policial honorário' em arrombando de porta do estabelecimento clandestino em Parada de Lucas

Ex-PM acusado de estupro aparece arrombando bingo clandestino ao lado da polícia e gera nova polêmica: "Quem precisa de distintivo mesmo?"

Gabriel Monteiro conseguiu a proeza de transformar uma tornozeleira eletrônica em acessório de trabalho policial. O ex-vereador e ex-policial militar, que deveria estar cumprindo medidas restritivas por acusação de estupro, apareceu em vídeo participando ativamente de operação contra bingo clandestino na Parada de Lucas, deixando o Ministério Público do Rio (MPRJ) de cabelo em pé.

Como diz o ditado popular: "O hábito não faz o monge" - mas pelo visto, Gabriel Monteiro acredita que tornozeleira eletrônica faz policial. A situação lembra aquela máxima de que "quem não tem competência se estabelece" - só que dessa vez, literalmente ao lado da PM oficial.

A operação que virou show de reality

No vídeo que circula nas redes sociais, Gabriel Monteiro aparece como protagonista da ação policial, arrombando a entrada do estabelecimento clandestino e carregando material apreendido para a viatura. A cena parece saída de um episódio de "CSI: Parada de Lucas", com o ex-vereador no papel de detetive improvisado.

A operação resultou na apreensão de:

  • 139 máquinas caça-níquel
  • 46 pacotes de cartelas de bingo  
  • 10 máquinas de cartão
  • 1 notebook
  • R$ 18 mil em espécie
  • Duas pessoas encaminhadas à 38ª DP

MP pede investigação por usurpação de função

A Promotoria de Justiça não perdeu tempo e acionou a Corregedoria da Polícia Militar para apurar a participação irregular de Gabriel Monteiro. Junto com a Auditoria de Justiça Militar, o MP solicitou procedimento interno para verificar se houve usurpação de função pública.

A situação é delicada porque Gabriel Monteiro:

Está afastado da PM
Cumpre medidas restritivas por acusação de estupro
Não possui autorização para atuar em operações policiais
Aparece exercendo atividades típicas de agente público

A versão oficial da PM

A Polícia Militar tentou minimizar a situação, alegando que Gabriel Monteiro foi apenas o "denunciante" da ação. Segundo a corporação, ele teria repassado denúncias aos agentes e "casualmente" já estava no local quando os policiais chegaram.

A explicação, no entanto, não convence quando se observa o vídeo, onde o ex-vereador aparece:

Arrombando portas
Carregando material apreendido
Atuando como se fosse policial em serviço
Comandando parte da operação

Histórico de polêmicas envolvendo Gabriel Monteiro

Esta não é a primeira vez que Gabriel Monteiro enfrenta problemas com a Justiça por suas ações nas redes sociais. Recentemente, a Vara de Execuções de Medidas Socioeducativas determinou a remoção de vídeos gravados pelo ex-vereador em unidade do Degase.

A decisão judicial atendeu ação do MP que alegava exposição indevida de menores internados, colocando em risco a integridade física e psíquica dos adolescentes. O caso envolveu também o diretor-geral do Degase, Victor Hugo Poubel.

Precedentes de ex-policiais em situação irregular

O caso lembra outros episódios envolvendo ex-policiais que continuaram exercendo atividades da corporação após afastamento. Em São Paulo, o ex-PM conhecido como "Cabo Daciolo" foi processado por situação similar, sendo condenado por usurpação de função.

No Rio de Janeiro, casos de milicianos que se apresentavam como policiais mesmo após expulsão da corporação já resultaram em condenações por usurpação de função e formação de organização criminosa.

Impacto nas redes sociais e imagem pública

A repercussão do vídeo nas redes sociais foi imediata, com internautas ironizando a situação de Gabriel Monteiro "trabalhando" com tornozeleira eletrônica. Memes sobre "policial de aluguel" e "detetive particular do bem" viralizaram rapidamente.

Críticos apontam que a situação demonstra descontrole do ex-vereador, que insiste em manter exposição pública mesmo cumprindo medidas restritivas. Apoiadores, por sua vez, defendem que ele estava apenas "colaborando com a justiça".

Consequências legais possíveis

Além da investigação por usurpação de função pública, Gabriel Monteiro pode enfrentar:

Agravamento das medidas restritivas
Prisão preventiva por descumprimento de determinações judiciais

Processo disciplinar na PM (mesmo estando afastado)
Ação civil por danos à imagem da corporação

O papel da corregedoria da PM

A Corregedoria da Polícia Militar terá papel fundamental na apuração do caso. O órgão deve investigar não apenas a participação irregular de Gabriel Monteiro, mas também a conduta dos policiais que permitiram sua atuação na operação.

A situação levanta questões sobre controle e supervisão de operações policiais, especialmente quando envolvem civis sem autorização para participar de ações oficiais.

Por Ultima Hora em 22/01/2026
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